Ministério do Trabalho reconhece 6 novas profissões: saiba quanto elas ganham
Veja quais são, quanto podem render e o que muda no mercado de trabalho
O reconhecimento de novas profissões pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 2026, por meio da atualização da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), oficializa seis atividades ligadas ao avanço tecnológico e à valorização da cultura popular, facilitando políticas públicas, acesso a programas governamentais e melhor organização de dados sobre o mercado de trabalho.
Quais são as novas ocupações reconhecidas pelo MTE em 2026?
A atualização da CBO inclui seis ocupações: motorista de aplicativo, produtor de arte audiovisual, artista visual de jogos eletrônicos, designer de jogos eletrônicos, designer de narrativa de jogos eletrônicos e mestre das culturas populares e tradicionais. Todas já existiam na prática, mas agora ganham enquadramento formal em registros trabalhistas e estatísticos.
Com códigos e descrições específicos, essas atividades passam a aparecer com mais precisão em bases como IBGE, eSocial e CAGED. Isso reduz subnotificações, orienta políticas setoriais, apoia a formatação de cursos e melhora o entendimento sobre remuneração média, jornada e perfil profissional em cada área.
Como a CBO impacta motoristas de aplicativo e produtores audiovisuais?
Para o motorista de transporte por aplicativos, o reconhecimento torna mais visível o peso dessa atividade no mercado brasileiro, com ganhos médios próximos de R$ 2.766 e jornadas em torno de 46 horas semanais. Embora o vínculo com plataformas ainda seja tema de debates regulatórios, a classificação facilita discussões sobre proteção social, previdência e modelos específicos de regulação.
O produtor de arte (audiovisual) passa a contar com referência clara para contratos, editais e registros formais, com rendimentos médios em torno de R$ 5,9 mil, podendo superar R$ 11 mil em grandes produções. Essa formalização ajuda a diferenciar funções artísticas, técnicas e de gestão, trazendo mais segurança a negociações e à formulação de políticas públicas para o setor.

Qual é o papel do mestre das culturas populares e tradicionais?
O mestre das culturas populares e tradicionais é responsável por preservar e transmitir saberes ligados a festas, danças, músicas, artesanato, religiosidades e outros patrimônios imateriais. Em geral, não possui vínculo formal, dependendo de apresentações, oficinas, prêmios e editais para compor sua renda.
Programas culturais municipais, estaduais e federais costumam conceder prêmios que variam, muitas vezes, entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por mestre. O registro na CBO ajuda a mapear esses detentores de saberes, orientar políticas de preservação e apoiar mecanismos de reconhecimento e fomento à cultura tradicional.
Quais são as funções dos profissionais de jogos eletrônicos?
No setor de jogos eletrônicos, a CBO passa a reconhecer três funções: artista visual, designer de jogos e designer de narrativa. Em geral, as remunerações variam entre R$ 3 mil e R$ 6 mil, dependendo de experiência, região, tipo de empresa e participação em projetos de maior porte ou internacionais.
Essas funções se complementam na produção de um game, organizando o trabalho nos estúdios e auxiliando na criação de planos de carreira, vagas mais específicas e cursos de formação técnica e superior alinhados às demandas do setor.
Artista visual de jogos eletrônicos
É o profissional responsável por criar personagens, cenários, interfaces, animações e a identidade visual que dá personalidade e impacto estético ao jogo.
Designer de jogos eletrônicos
Atua no planejamento das regras, objetivos, níveis, sistemas e dinâmica de jogabilidade, estruturando a experiência que o jogador terá do início ao fim.
Designer de narrativa de jogos eletrônicos
Desenvolve histórias, diálogos, roteiros e caminhos narrativos, ajudando a construir a profundidade dramática e a imersão dentro do universo do jogo.
Por que a atualização da CBO reflete a transformação do mercado de trabalho?
Ao registrar oficialmente essas seis ocupações, o MTE reconhece um mercado em transformação, marcado por plataformas digitais, economia criativa e valorização de práticas ancestrais. A CBO passa a representar com mais fidelidade a diversidade de atividades que geram renda, empregos e impacto social em diferentes regiões do país.
Essa atualização fortalece a formulação de políticas públicas mais precisas, qualificação profissional alinhada às novas demandas e melhores condições de contratação, contribuindo para um acompanhamento mais realista das mudanças no mundo do trabalho brasileiro.
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