MCs são investigados por suborno em São Paulo
Uma investigação de corrupção expõe esquema ilícito entre policiais e artistas de funk em São Paulo.
Em 2025, uma investigação de grande repercussão em São Paulo trouxe à tona um esquema de corrupção envolvendo policiais civis e artistas do funk. A operação, liderada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Federal (PF), resultou na prisão de quatro policiais do 6º Distrito Policial de Santo André. O foco da investigação foi a extorsão de influenciadores e funkeiros, que eram pressionados a pagar propinas para evitar problemas legais.
Os cantores de funk MC Brisola, MC Paiva e GHdo7 foram mencionados na investigação, que revelou práticas de extorsão relacionadas a rifas ilegais promovidas nas redes sociais. A operação, denominada Latus Actio, destacou a utilização de investigações preliminares como ferramenta de coação por parte dos policiais.
Como funcionava o esquema de extorsão?
O esquema de corrupção se baseava no uso de investigações preliminares, conhecidas como Verificação de Procedência de Informações (VPIs). Essas investigações eram utilizadas pelos policiais para pressionar os artistas a pagar propinas, sob a ameaça de dar continuidade aos processos. O objetivo não era concluir formalmente as investigações, mas sim extorquir os alvos e seus advogados.
Os policiais mantinham registros detalhados das abordagens e das negociações, organizando os nomes dos artistas em pastas específicas. Esse método permitia que eles controlassem as interações e pressionassem os envolvidos a pagar valores indevidos.
Qual o papel da produtora Love Funk?
A produtora Love Funk, liderada por Henrique Alexandre Barros Vianna, também foi mencionada nas investigações. A produtora, conhecida por gerenciar a carreira de diversos artistas do gênero, foi alvo de abordagens e parte das negociações. Isso a tornava um alvo estratégico para os policiais envolvidos no esquema de extorsão.
Consequências e desdobramentos da operação
A Operação Latus Actio teve início em 2024 e resultou na apreensão de bens de luxo e imóveis. A investigação continua em andamento, com a Força-Tarefa de Combate ao Crime Organizado (FICCO-SP) e o Gaeco liderando os esforços para responsabilizar os envolvidos. Os artistas temiam que as investigações resultassem em ordens judiciais que bloqueassem seus perfis nas redes sociais, o que poderia causar prejuízos econômicos e de imagem.
Os desdobramentos da operação destacam a importância de combater práticas ilícitas que prejudicam tanto a imagem dos artistas quanto a integridade das instituições públicas. A investigação busca justiça e responsabilização para aqueles envolvidos no esquema de corrupção.
Reações dos envolvidos
A defesa de MC GHdo7 afirmou que o cantor nunca esteve envolvido em práticas ilícitas e que sua carreira sempre foi pautada pela ética e respeito ao público. A nota destacou que Gustavo não foi indiciado por corrupção e que não houve pagamento de propina por parte dele ou de qualquer pessoa ligada a ele.
Com as investigações ainda em curso, a Operação Latus Actio continua a desdobrar suas fases, buscando justiça e responsabilização para aqueles envolvidos no esquema de corrupção. A operação destaca a importância de combater práticas ilícitas que prejudicam tanto a imagem dos artistas quanto a integridade das instituições públicas.
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