Lua de Júpiter carrega a paisagem mais antiga do Sistema Solar: superfície de Calisto tem cerca de 4 bilhões de anos sem grandes transformações
Superfície de Calisto tem cerca de 4 bilhões de anos sem grandes mudanças, o que a torna a paisagem mais antiga já identificada no Sistema Solar

O que você vai ver
- Por que a superfície de Calisto é considerada a mais antiga do Sistema Solar.
- Quantas crateras cobrem a superfície da lua.
- Que atmosfera extremamente fina foi detectada ao redor dela.
- O que os dados da sonda Galileo sugeriram sobre um possível oceano interno.
- Por que os cientistas ainda têm dúvidas sobre esse oceano.
Calisto, uma das quatro grandes luas de Júpiter, carrega a paisagem mais antiga já identificada no Sistema Solar: uma superfície com cerca de 4 bilhões de anos que praticamente não passou por grandes transformações geológicas desde então.
Por que a superfície é a mais antiga do Sistema Solar?
Diferente de outras luas de Júpiter, que têm superfícies renovadas por vulcanismo ou movimento de placas de gelo, Calisto não apresenta sinais de atividade geológica recente capaz de apagar marcas de impactos antigos, o que permitiu que sua paisagem permanecesse praticamente intacta por bilhões de anos e a transformou no melhor registro fóssil disponível da história de bombardeios no Sistema Solar.

Quantas crateras cobrem a lua?
A Nasa descreve Calisto como o objeto mais craterado conhecido no Sistema Solar, com uma superfície tão coberta de marcas de impacto que praticamente não sobra espaço livre entre uma cratera e outra, característica que reflete bilhões de anos acumulando colisões sem qualquer processo capaz de apagá-las.
Que atmosfera fina foi detectada ao redor dela?
Em 1997, a sonda Galileo detectou ao redor de Calisto uma exosfera extremamente rarefeita de dióxido de carbono, e pesquisas mais recentes indicaram que essa camada também contém oxigênio e hidrogênio em quantidades mínimas, achados que mostram que até um corpo geologicamente “morto” como Calisto ainda guarda uma atmosfera residual, por mais tênue que seja.
O que a Galileo sugeriu sobre um oceano interno?
Dados coletados pela sonda Galileo ainda na década de 1990 sugeriram a existência de um oceano subterrâneo possivelmente localizado cerca de 250 quilômetros abaixo da superfície gelada de Calisto, hipótese que, se confirmada, colocaria a lua na mesma categoria de outros satélites gelados do Sistema Solar que escondem água líquida sob camadas espessas de gelo.

Por que ainda há dúvidas sobre esse oceano?
Análises mais recentes dos mesmos dados indicam que esse possível oceano pode estar localizado ainda mais fundo do que se pensava originalmente, ou que talvez nem exista, ambiguidade que mantém Calisto numa posição incerta entre as luas candidatas a abrigar água líquida e reforça a necessidade de novas missões com instrumentos mais sensíveis para resolver a questão.
Corpos que preservam praticamente intacta uma história de bilhões de anos também aparecem na reportagem sobre a inteligência artificial que já consegue prever o amargor de um composto antes mesmo de ele ser testado.
Mais detalhes sobre a lua estão disponíveis na página oficial da Nasa sobre Calisto.
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