Jovens criam tijolo capaz de resfriar cidades e lutar contra o calor graças à eletricidade
Dois jovens empreendedores franceses desenvolveram um "tijolo refrigerante" que utiliza eletricidade para resfriar superfícies urbanas.
O calor intenso nas cidades pode estar com os dias contados. Na Suíça, dois jovens empreendedores desenvolveram um “tijolo refrigerante” que utiliza eletricidade para resfriar superfícies urbanas e promete ajudar no combate às ilhas de calor.
Projetado por Andrin Stocker e Luc Schweizer como parte de seu bacharelado em design industrial na Universidade de Artes de Zurique, o Bloc° é diretamente voltado para ilhas de calor urbanas.
A Projeto Bloc° ainda está em fase de validação, mas já desperta interesse por oferecer uma alternativa inovadora para reduzir temperaturas em ruas, fachadas e espaços públicos com baixo consumo de energia.
Como funciona o tijolo refrigerante
O material combina componentes de alta condutividade térmica com um sistema elétrico de troca de calor. Durante o dia, o tijolo absorve o calor da superfície e o transfere para uma camada interna resfriada, reduzindo a temperatura do ambiente ao redor.
Segundo os criadores, o consumo de energia é baixo e o sistema pode funcionar tanto ligado à rede elétrica quanto alimentado por painéis solares, tornando a proposta ainda mais sustentável.
Por que essa tecnologia pode transformar as cidades
As ilhas de calor fazem com que áreas urbanas sejam muito mais quentes do que regiões com vegetação. Como nem sempre é possível ampliar áreas verdes, soluções tecnológicas ganham importância para amenizar esse problema.
Se os testes confirmarem sua eficiência, o tijolo poderá ser instalado em fachadas, calçadas e mobiliário urbano, contribuindo para reduzir o calor e até diminuir o uso de ar-condicionado em edifícios próximos.
Quais são os principais benefícios esperados
Além de reduzir a temperatura das superfícies, a nova tecnologia pode trazer vantagens para moradores, gestores públicos e empresas.
Entre os benefícios apontados estão:
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Quais desafios o “tijolo refrigerante” ainda precisa ser superar?
Apesar do grande potencial, o projeto ainda precisa comprovar sua eficiência em aplicações reais e de longa duração. Custos de fabricação, instalação, manutenção e durabilidade serão fatores decisivos para a adoção em larga escala.
Também será necessário avaliar como o sistema se comporta durante a noite, em condições climáticas extremas e em diferentes tipos de infraestrutura urbana antes de sua comercialização em grande escala.
Quando o tijolo refrigerante poderá chegar às cidades?
Os próximos passos envolvem projetos-piloto, certificações técnicas e parcerias entre startups, universidades e governos. A redução dos custos de produção também será essencial para tornar a tecnologia acessível.
Caso os resultados sejam positivos, o tijolo refrigerante poderá se tornar um importante aliado no combate ao calor extremo, ajudando cidades a enfrentar as mudanças climáticas com uma solução inovadora e de baixo impacto ambiental.
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