Herdou uma fortuna do pai, mas a multiplicou de forma obcecada, vivendo como mendiga mesmo sendo a mulher mais rica dos EUA. Usava roupas rasgadas, comia aveia fria para economizar e deixou o filho perder uma perna por recusar pagar hospital
Hetty Green comia aveia fria e usava roupas rasgadas, mas acumulou o equivalente a bilhões: a história da "Bruxa de Wall Street"
🧙♀️ A mulher mais rica dos EUA vivia como mendiga
Comia aveia fria para economizar, usava roupas rasgadas e deixou o próprio filho perder uma perna por se recusar a pagar hospital. Mesmo assim, o Guinness a listou como “a maior avarenta do mundo”. Quem foi a Bruxa de Wall Street? ⬇️
No final do século XIX, quando mulheres não podiam sequer votar, uma figura sombria andava pelas ruas do distrito financeiro de Nova York carregando uma mala com o almoço. Dentro, aveia seca ou biscoitos de graham. Hetty Green era a mulher mais rica dos Estados Unidos, dona de uma fortuna que rivalizava com as de Carnegie e Rockefeller. Vestia uma única roupa preta, trocada somente quando ficava imprestável, e gastava menos em um mês do que a maioria de seus vizinhos em um dia.
De onde veio o dinheiro que ela multiplicou de forma obcecada?
A financista nasceu em 1834 numa família quaker de New Bedford, Massachusetts, que enriqueceu com a pesca de baleias e o comércio marítimo. Aos seis anos já acompanhava os jornais econômicos. Aos oito, abriu sua primeira conta bancária. Quando o pai morreu, em 1865, herdou cerca de US$ 5 milhões, valor que equivaleria a mais de US$ 100 milhões hoje.
Em vez de viver confortavelmente, a herdeira transformou a multiplicação desse capital na obsessão de sua vida. Duas características definiram seu método de investimento:
- Comprava ativos quando o pânico derrubava os preços e todos vendiam, prática que ela resumiu em uma entrevista de 1905: “Compro quando ninguém quer. Guardo até que todos queiram.”
- Aplicava em hipotecas, imóveis, ferrovias e títulos do governo, diversificando com uma disciplina que poucos homens da época demonstravam.

Por que o Guinness a chamou de “a maior avarenta do mundo”?
O título consta oficialmente no Guinness World Records, que registra Hetty Green como a pessoa mais mesquinha já documentada. A investidora vivia em pensões baratas, mudava de endereço com frequência para evitar impostos e se recusava a gastar com qualquer tipo de conforto.
O episódio mais perturbador envolve seu filho, Ned. Quando o garoto sofreu uma lesão na perna, a milionária procurou clínicas gratuitas em vez de pagar por tratamento médico. A demora agravou a condição até se tornar irreversível. Ned perdeu a perna. A recusa em gastar com o próprio filho transformou a investidora num símbolo de avareza patológica.
Como ela enfrentou o machismo do mercado financeiro?
A Bruxa de Wall Street operava num ambiente exclusivamente masculino. Quando J.P. Morgan convocou uma reunião de emergência com os líderes financeiros de Nova York durante o pânico de 1907, a investidora de New Bedford foi a única mulher na sala. Seu dinheiro exigia respeito, mesmo que a sociedade se recusasse a dá-lo.
Antes de se casar com Edward Henry Green, a financista fez algo incomum para a época: exigiu que o marido renunciasse formalmente a qualquer direito sobre seu patrimônio. A proteção legal do capital herdado era prioridade absoluta. O casamento durou, mas o controle financeiro permaneceu nas mãos dela.

O que a história da investidora mais temida revela sobre dinheiro e solidão?
Na velhice, a milionária desenvolveu uma hérnia e recusou tratamento cirúrgico. Morreu aos 81 anos, em 1916, após uma discussão sobre o preço do leite desnatado. A Biblioteca do Congresso dos EUA registra seu patrimônio final em US$ 100 milhões, comparável ao de outros magnatas da época.
A vida da Bruxa de Wall Street é um lembrete incômodo de que acumular riqueza sem propósito pode custar tudo o que o dinheiro não compra. O que você acha: ela foi genial ou prisioneira da própria avareza? Conte para nós.
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