Guta Stresser transformou a esclerose múltipla em um ato radical de autocuidado
O relato de Guta Stresser sobre a esclerose múltipla recolocou a doença em evidência no debate público brasileiro.
O relato de Guta Stresser sobre a esclerose múltipla recolocou a doença em evidência no debate público brasileiro.
Ao falar abertamente à revista VEJA sobre o diagnóstico e o tratamento, a atriz ajudou a trazer luz a uma condição crônica ainda pouco compreendida por grande parte da população.
A experiência compartilhada mostra como sinais aparentemente simples, como esquecimentos ou formigamentos, podem estar ligados a alterações importantes no sistema nervoso.
O que é esclerose múltipla
A esclerose múltipla é um distúrbio autoimune em que o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, camada que protege as fibras nervosas no cérebro e na medula espinhal.
Esse processo inflamatório prejudica a condução dos impulsos nervosos e pode causar sintomas variados, conforme a área do sistema nervoso atingida.
Trata-se de uma condição crônica, que pode evoluir em surtos e remissões ou de forma progressiva. O reconhecimento do tipo de esclerose múltipla é importante para definir a melhor estratégia terapêutica e planejar o acompanhamento a longo prazo.

Quais são os principais sintomas e quando buscar ajuda
Os primeiros sinais da esclerose múltipla podem ser confundidos com estresse, cansaço ou enxaqueca, o que retarda a investigação.
Episódios de esquecimento de palavras simples, dificuldade de concentração, desequilíbrios sem causa aparente ou zumbido persistente muitas vezes são minimizados.
Quando sintomas neurológicos se repetem ou se intensificam, é importante procurar avaliação médica, especialmente com um neurologista. Entre os sinais que merecem investigação especializada, destacam-se:
- Formigamentos recorrentes em mãos, pés ou face;
- Perda temporária de força em um lado do corpo ou nas pernas;
- Alterações na visão, como visão embaçada ou dor ao movimentar os olhos;
- Dores musculares desproporcionais ao esforço e rigidez persistente;
- Quedas sem explicação clara ou sensação de vertigem constante.
Como é feito o diagnóstico de esclerose múltipla
O diagnóstico de esclerose múltipla combina história clínica detalhada, exame neurológico e exames de imagem. A ressonância magnética do encéfalo e, muitas vezes, da medula espinhal identifica áreas de inflamação e cicatrizes em diferentes regiões do sistema nervoso central.
Em alguns casos, o médico solicita análise do líquor e exames de sangue para descartar outras causas. O diagnóstico pode ser mais demorado quando os sintomas são discretos ou espaçados, mas a detecção precoce permite iniciar o tratamento antes de danos mais extensos às fibras nervosas.
Quais são os principais tratamentos
O tratamento da esclerose múltipla é individualizado e costuma envolver terapias modificadoras da doença, que reduzem a frequência de surtos, controlam a inflamação e retardam a progressão da incapacidade.
No Brasil, muitos desses medicamentos de alto custo podem ser disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde.
Além das medicações, alguns pacientes utilizam terapias complementares, como óleo de CBD em contextos autorizados, sempre com prescrição.
Mudanças no estilo de vida, com atividade física adaptada, alimentação equilibrada, estimulação cognitiva, suporte psicológico, fisioterapia e terapia ocupacional, ajudam a preservar autonomia.
Como conviver com esclerose múltipla no dia a dia
A história tornada pública por Guta Stresser ilustra como a esclerose múltipla pode ser identificada em diferentes fases da vida e como o acesso ao diagnóstico, ao tratamento contínuo e à informação de qualidade permite que a pessoa siga adiante com seus projetos
A doença passa a ser vista como uma condição de manejo prolongado, em que informação, tratamento contínuo e apoio emocional são peças-chave para a qualidade de vida.
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