Globo, SBT, Amazon e Record disputam direitos da Copa do Brasil em negociação bilionária
Emissora analisa retorno comercial antes de decidir se apresentará proposta pelo novo ciclo de transmissões da competição nacional
A Record recebeu uma proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para negociar os direitos de transmissão da Copa do Brasil no ciclo de 2027 a 2030. A entidade apresentou a oferta nesta semana e pretende concluir os acordos com as emissoras até o fim de agosto. A rede agora analisa as condições antes de decidir se participará da disputa pelos direitos.
A Record demonstrou interesse na negociação, mas ainda avalia o potencial de retorno comercial da competição e o pacote de partidas disponíveis da Copa do Brasil.
Record não é a única interessada no torneio
A decisão depende da quantidade de confrontos que poderá transmitir e da capacidade de transformar o investimento em receita publicitária ao longo das quatro temporadas previstas no contrato da Copa do Brasil.
Além da Record, a CBF também procurou Globo, Amazon, SBT e ESPN para apresentar o projeto comercial da Copa do Brasil. A única empresa que ficou fora das conversas foi a CazéTV. A confederação pretende firmar um contrato de quatro anos, com divisão dos direitos entre os parceiros e alternância nas escolhas dos principais confrontos de cada fase do torneio.
CBF quer receita bilionária com direitos da Copa do Brasil
A estratégia da entidade busca elevar a arrecadação com os direitos da Copa do Brasil no próximo ciclo. A estimativa mais otimista prevê um contrato de até R$ 1 bilhão. Atualmente, o acordo firmado com Globo e Amazon rende cerca de R$ 700 milhões. A expectativa é que o aumento da receita mantenha o crescimento da premiação distribuída aos clubes participantes da competição.
Os valores obtidos com os direitos de transmissão têm impacto direto nas cotas pagas pela CBF aos times. O contrato atual permitiu elevar a premiação do campeão para R$ 78 milhões fixos, com possibilidade de superar R$ 100 milhões conforme a campanha realizada. O acordo em vigor termina em dezembro, o que acelerou as negociações para definir os parceiros do próximo ciclo.
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