Geleiras da Suíça perderam quase um quinto do volume em cinco anos, e 2026 trouxe mais uma perda extrema de gelo
Geleiras da Suíça perderam mais de 5% do volume só em 2026, somando quase 20% de perda acumulada desde 2021, segundo novo relatório

O que você vai ver
- Quanto gelo as geleiras suíças perderam somente em 2026.
- Quanto gelo já desapareceu desde 2021.
- Quais fatores climáticos levaram a essa nova perda extrema.
- Quais geleiras específicas tiveram o pior derretimento já registrado.
- Para onde foi toda a água liberada pelo degelo.
As geleiras da Suíça perderam mais de 5% do volume total de gelo apenas em 2026, acumulando uma perda de quase 20% desde 2021, segundo o relatório anual da rede de monitoramento que acompanha os Alpes suíços.
Quanto gelo foi perdido só em 2026?
De acordo com o relatório da Rede de Monitoramento de Geleiras da Suíça (GLAMOS), sediada na ETH Zurique e nas universidades de Friburgo e Zurique, as geleiras suíças perderam mais de 5% do volume total de gelo apenas ao longo de 2026, com um afinamento médio de 2,5 a 4 metros e perdas de até 10 metros nas partes mais baixas de algumas geleiras.
🇨🇭🗻 C’est une nouvelle année catastrophique pour les glaciers suisses, qui ont connu leur deuxième pire bilan annuel après 2022, portant à près de 20% la perte de leur volume en cinq ans, selon le rapport annuel du Réseau des relevés glaciologiques suisse (Glamos) ⬇️ https://t.co/iS2P8hpaqG
— Agence France-Presse (@afpfr) October 1, 2026
Quanto gelo já sumiu desde 2021?
Somando os últimos cinco anos, a perda acumulada chega a quase 20% do volume total de gelo das geleiras suíças, segundo o mesmo relatório, publicado em 1º de outubro de 2026 pela Academia Suíça de Ciências com base em dados de Huss, Bauder, Linsbauer e Barandun, ainda que o volume perdido em 2026 isoladamente não tenha superado o recorde negativo estabelecido em 2022.
Quais fatores climáticos explicam a perda?
O inverno de 2025-2026 ficou entre os dez menos nevados já registrados, deixando as geleiras com menos proteção natural contra o calor, e o período entre maio e setembro de 2026 trouxe tempo seco e calor persistente, com a isoterma de 0°C ficando acima de 4.000 metros de altitude em 76 dias do verão, mais do que o dobro do habitual e um novo recorde suíço, cenário que, em setembro, já havia feito a neve desaparecer até os 3.500 metros.
Quais geleiras tiveram o pior derretimento?
As geleiras do Ródano, de Aletsch e de Clariden registraram o derretimento mais severo já documentado em suas respectivas histórias, enquanto as geleiras Bella Tola, no cantão do Valais, e Griessfirn, no cantão de Glaris, desapareceram completamente ao longo do processo, somando-se à lista de geleiras suíças já extintas pelo aquecimento.

Para onde foi a água do degelo?
Somente entre julho e setembro, as geleiras suíças liberaram cerca de 2,2 trilhões de litros de água, volume mais de quatro vezes maior do que o consumo anual de água potável de todas as residências do país, ainda que os especialistas alertem que essa contribuição de água tende a diminuir nos próximos anos à medida que o estoque de gelo se esgota.
Fenômenos climáticos que batem recordes negativos ano após ano também aparecem na reportagem sobre a maior espaçonave planetária da Nasa, que está a caminho de Júpiter para investigar a lua Europa.
Mais detalhes sobre o relatório estão disponíveis na reportagem original do ScienceDaily.
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