Vai se criando um clima terrível para Galvão Bueno
Por que o programa de Galvão Bueno na Band e suas narrações no Prime Video não estão agradando?
Por que o programa de Galvão Bueno na Band e suas narrações no Prime Video não estão agradando?
Galvão Bueno é um ícone da narração esportiva brasileira, um nome que raramente gera indiferença, com quase todo mundo tendo uma opinião sobre ele. Pois eis que começou 2025 com o pé esquerdo, tanto no seu novo programa na Band, como nas suas narrações no Prime Video.
Apesar de sua trajetória lendária e respeitada, vários analistas e mesmo torcedores de diversos times, tem apontado seus tropeços e, com isso, os resultados não têm sido como o esperado para alguém de seu peso midiático.
Na Band, o programa do Galvão, que mistura entrevistas e entretenimento, ainda não conquistou a audiência esperada, ao contrário.
A audiência do programa, que acontece todas as segundas-feiras à noite, estreou marcando 1,4 ponto de ibope, depois caiu para 1,0 em seguida foi para 0,8, índice repetido na semana seguinte, e nessa última semana tinha descido mais um pouco, para 0,7 ponto delineando uma preocupante curva descendente.
A principal razão, segundo jornalistas que cobrem TV, além da concorrência que soaria mais atrativa ao público, seria a desconexão entre a imagem de Galvão como narrador vibrante e o formato morno de talk show.
O público da TV aberta, habituado a vê-lo em jogos emocionantes na Globo, não se identifica com sua versão de apresentador de Talk Show num formato parecido com o que fazia no canal fechado SporTV, sobretudo na Band, mais acostumada a transmitir programas informais, como os comandados por Neto e Renata Fan, quando o assunto é futebol.
Além disso, o canal do Morumbi ele enfrentaria algumas dificuldades estruturais: a concorrência com as mais fortes Globo, Record, SBT e o streaming, como Netflix e o próprio Prime Video, é feroz, e a divulgação limitada prejudica a visibilidade do programa.
A identidade da atração também é questionada — oscila entre nostalgia esportiva e variedades, sem um foco claro e num formato bem conhecido e, quem sabe, um pouco cansado, afastando espectadores que buscam inovação.
Já suas narrações no Prime Vídeo têm gerado críticas, como as do perfil @futtmais, do X, que listou erros em uma transmissão: “Chamou o Santos de Corinthians 4x, conversou 70% do jogo, chamou Cano de Martinelli, Zé Ivaldo de Zé Inaldo, confundiu Neymar com Guilherme, reclamou de muitos gringos no Brasil e de nomes compostos 2x”.
Em outro jogo mais recente, entre Vasco e Flamengo, muitos torcedores do time com nome do famoso navegador português se mostraram incomodados com o que seriam manifestações tendenciosas do narrador em favor do time rubro negro.
Esses deslizes sugerem que Galvão, apesar de sua experiência e carisma, pode estar enfrentando dificuldades para se adaptar ao ritmo do streaming, que demanda ainda mais precisão e conexão com um público mais jovem e exigente.
Suas conversas tidas como excessivas e comentários polêmicos, como sobre gringos, desviam o foco do jogo e irritam parte dos torcedores. A falta de sintonia com o formato digital, onde a interação com o público é mais direta, também pesa.
Ambos os casos refletem um desafio de reinvenção. Na Band, Galvão precisaria de um programa que capitalize seu nome com uma proposta moderna, o que é mais fácil de falar do que de fazer. No Prime Video, ajustar a narrativa e solidificar o preparo pré-jogo para evitar gafes e manter o foco na disputa em campo parece um caminho necessário.
Será que com esses ajustes estratégicos o programa na Band e as narrações no Prime Video poderão recuperar o brilho do veterano e ainda muito carismático Galvão Bueno? E você, o que está achando do programa e da narração do Galvão esse ano?