Federico tem 94 anos, vive isolado e sem eletricidade na floresta há décadas: “Não há lagartos, você não vê uma cobra nem de longe… não há agricultura e todas as aves vão embora”
Federico é considerado o último morador de uma pequena aldeia asturiana esvaziada pelo êxodo rural.
Aos 94 anos, Federico continua vivendo praticamente como seus antepassados em uma antiga aldeia das Astúrias, no norte da Espanha.
Isolado em uma cabana de pedra e madeira, sem eletricidade, asfalto ou serviços básicos, ele mantém uma rotina de trabalho, criação de animais e contato direto com a natureza que hoje parece pertencer a outro século.
Quem é Federico e por que ele escolheu permanecer isolado?
Federico é considerado o último morador de uma pequena aldeia asturiana esvaziada pelo êxodo rural. Há cerca de três décadas, o último vizinho deixou o local, e desde então ele permanece sozinho, acompanhado principalmente por seus cães e outros animais.
Para ele, porém, o isolamento não representa apenas abandono. Federico descreve o lugar como um verdadeiro retorno ao passado, onde práticas transmitidas por gerações ainda fazem parte de sua vida cotidiana.

Como Federico consegue viver sem eletricidade?
Sem rede elétrica ou acesso de veículos, o espanhol depende de métodos tradicionais para realizar tarefas que, nas cidades, são feitas com poucos esforços. Sua rotina exige atividade física constante e conhecimento do ambiente.
Entre as principais tarefas estão:
- Buscar água em fontes e transportá-la em recipientes.
- Utilizar lenha para cozinhar e aquecer a cabana.
- Cuidar do gado e dos cães.
- Manter a horta e recolher lenha.
- Caminhar pelas encostas utilizando bastões como apoio.
Mesmo aos 93 anos, Federico continua realizando boa parte dessas atividades por conta própria, mantendo uma rotina muito distante da realidade urbana moderna.
Conhece no vídeo abaixo do canal “Hilux Aventura” o sr. Federico e sua rotina na floresta.
O que mudou no bosque ao longo dos anos?
Apesar de viver em um ambiente aparentemente preservado, Federico afirma ter testemunhado mudanças importantes. Uma das maiores preocupações é a redução da água disponível, especialmente após períodos de seca que, segundo ele, não eram comuns no passado.
Ele também relata o desaparecimento de animais que costumavam fazer parte daquele ecossistema. Entre suas preocupações estão a redução de répteis, serpentes e pássaros, além do enfraquecimento das atividades agrícolas tradicionais.
Outro conflito envolve o uso da água. Federico acusa algumas pessoas de desviar recursos de nascentes que considera de sua propriedade para abastecer piscinas e irrigar terrenos.
Por que essa história emocionou tanta gente?
Reportagens e vídeos publicados nos últimos anos transformaram a vida de Federico em uma espécie de retrato vivo de uma Espanha rural que está desaparecendo. Seu cotidiano despertou curiosidade justamente por mostrar uma existência praticamente desconectada da infraestrutura moderna.
Mas a história vai além da curiosidade. Ela também expõe questões como o envelhecimento em áreas isoladas, o abandono de pequenas aldeias, o desaparecimento de tradições rurais e as mudanças ambientais percebidas por quem vive há décadas em contato direto com o território.
O conselho de Federico aos jovens
Uma das frases atribuídas a Federico resume sua visão de mundo: ele aconselha os jovens a “deixarem de tanta cidade”. Para o espanhol, o campo ainda oferece tranquilidade, autonomia e uma conexão com a natureza que a vida urbana teria deixado para trás.
Sua história, por isso, provoca uma pergunta difícil: seria possível recuperar parte desse modo de vida antes que ele desapareça completamente?
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