Estudo revela que há mais de 160 milhões de anos os plesiossauros, répteis marinhos, nadavam até a costa para vomitar partes das prezas
Um comportamento surpreendente dos plesiossauros acaba de ser revelado por fósseis encontrados na costa da Noruega.
Um comportamento surpreendente de répteis marinhos que viveram há mais de 160 milhões de anos acaba de ser revelado por fósseis encontrados na costa da Noruega.
Um estudo publicado na Geological Magazine indica que plesiossauros podem ter se alimentado no fundo do mar e depois nadado em direção a águas mais rasas para regurgitar conchas e outras partes de suas presas que não conseguiam digerir.
O que os fósseis revelaram sobre o comportamento dos plesiossauros?
Pesquisadores analisaram mais de 20 aglomerados fossilizados, chamados de regurgitalitos, encontrados em testemunhos de rocha de áreas que, durante o Jurássico, faziam parte de um antigo delta de rio, a cerca de 50 quilômetros da costa da Noruega.
Os blocos tinham tamanhos que iam aproximadamente de uma noz a uma manga e continham restos de animais marinhos com estruturas duras. A composição levou o paleontólogo Dirk Knaust a associá-los provavelmente a plesiossauros.
Por que os animais precisavam colocar essas partes para fora?
Os plesiossauros tinham dentes capazes de capturar alimentos, mas não seriam adequados para triturar conchas e outros materiais rígidos. A hipótese é que essas partes permaneciam no estômago e acabavam compactadas antes de serem regurgitadas.
Entre os materiais encontrados estavam diferentes restos de invertebrados. Os principais elementos identificados ajudam a explicar o que esses enormes répteis consumiam:
Por que os plesiossauros teriam nadado até perto da costa?
A localização dos fósseis é uma das pistas mais importantes. Os organismos encontrados nos aglomerados viviam em águas com salinidade relativamente estável, enquanto o antigo delta recebia água doce dos rios, tornando o ambiente menos adequado para essas presas.
Isso sugere que os plesiossauros poderiam ter capturado suas presas em águas mais profundas e depois seguido para regiões próximas à costa para regurgitar o material indigerível.
⚒️ Cientistas descreveram um fóssil altamente preservado de um plesiossauro que viveu há 183 milhões de anos.
— Saber Atualizado (@AtualizadoSaber) February 25, 2025
E, sim, com pele e células epidérmicas fossilizadas!
E depois de 200 anos temos a resposta: pelo menos alguns plesiossauros tinham escamas!
📷: Klaus Nilkens pic.twitter.com/BiWHjM2fWH
O que pode ter acontecido depois das caçadas?
Segundo Knaust, os animais podem ter se aproximado da costa para descansar ou dormir depois de caçar. Diferentemente de focas e crocodilos-marinhos atuais, porém, os plesiossauros provavelmente continuavam submersos devido ao peso e ao formato de seus corpos.
A preservação dos regurgitalitos também foi excepcional. Muitos provavelmente foram destruídos por ondas e marés, enquanto alguns foram rapidamente cobertos por sedimentos carregados pelos rios ou protegidos em cavidades deixadas por crustáceos.
Conheça mais sobe os plesiossauros no vídeo abaixo do canal “Zoomundo“.
Como os cientistas descobriram que não eram fezes fossilizadas de répteis marinhos?
Distinguir vômito fossilizado de coprólitos, as antigas fezes preservadas em rochas, foi fundamental para a pesquisa. Os aglomerados analisados apresentavam maior quantidade de restos alimentares não digeridos, formato irregular e composição mineral característica.
O estudo aponta os plesiossauros como os candidatos mais compatíveis com os fósseis, especialmente animais do grupo dos criptoclidídeos, que podiam alcançar entre 4 e 8 metros de comprimento. A descoberta amplia o que os fósseis conseguem revelar sobre a alimentação e o comportamento de animais extintos.
Fontes científicas: estudo publicado pela Geological Magazine em 23 de setembro de 2026 e material da Cambridge University Press sobre a pesquisa
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