Estudo que acompanhou 900 pessoas por 45 anos revela o que a velocidade da caminhada aos 45 indica: a velocidade da caminhada aos 45 revela como o cérebro está envelhecendo
Estudo com quase 900 pessoas mostra que a velocidade da caminhada aos 45 anos indica como o cérebro está envelhecendo, mas não prova que andar rápido rejuvenesça
Um estudo que acompanha as mesmas pessoas desde o nascimento descobriu algo simples e revelador: a velocidade da caminhada aos 45 anos indica como o cérebro está envelhecendo. Quem anda mais devagar tende a ter um cérebro biologicamente mais velho.
O que o estudo de Dunedin descobriu sobre a caminhada aos 45 anos?
A pesquisa, publicada em 2019 na JAMA Network Open por Rasmussen e colegas, usou dados do Estudo Dunedin, na Nova Zelândia, que segue 1.037 pessoas nascidas em 1972-1973.
Das 904 pessoas com a marcha medida aos 45 anos, quem caminhava mais devagar apresentou sinais de envelhecimento biológico acelerado num painel de biomarcadores, além de menor volume cerebral e pior desempenho cognitivo.

Como os pesquisadores mediram o envelhecimento do cérebro e do corpo?
A equipe da Universidade Duke cruzou a velocidade da marcha com exames de ressonância magnética e testes cognitivos aplicados na mesma leva de participantes.
Segundo o National Institute on Aging, dos Estados Unidos, cérebros de andares mais lentos tinham menor espessura cortical, menor área de superfície e mais lesões de pequenos vasos.
Testes feitos ainda na infância já indicavam quem andaria mais devagar?
Sim — esse é o dado mais forte do estudo. Testes cognitivos e neurológicos aplicados aos 3 anos de idade já ajudavam a prever quem teria uma marcha mais lenta décadas depois, aos 45.
Isso sugere que o cérebro que envelhece mais rápido já mostrava sinais de diferença muito antes da meia-idade — não é algo que “começa” na vida adulta.

Andar mais rápido de propósito rejuvenesce o cérebro?
Não é isso que o estudo prova. É uma correlação observada numa coorte, não um experimento que testou se acelerar o passo muda o cérebro.
Andar rápido de propósito não tem comprovação de que rejuvenesça nada — a marcha funciona como indicador do que já está acontecendo no corpo e no cérebro, não como a causa da saúde deles.
O que a velocidade da marcha indica e o que ela não indica?
Para não deixar essa distinção solta, vale separar o que a pesquisa sustenta do que ela não sustenta:
- Indica: associação com volume cerebral, espessura cortical e desempenho cognitivo aos 45 anos.
- Indica: ligação com biomarcadores de envelhecimento biológico medidos por painel específico.
- Não indica: que apenas caminhar mais rápido, por si só, reverta ou desacelere o envelhecimento do cérebro.
Como já mostramos ao contar a história de Dan Buettner e o movimento natural nas zonas azuis, indicadores de longevidade tendem a refletir um estilo de vida acumulado, não um truque isolado.
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