Este exército da América Latina acelera a modernização militar e começa a operar tecnologias antes concentradas nas grandes potências
Blindados conectados, artilharia digital e vigilância por sensores mostram como novas capacidades estão chegando às unidades brasileiras.
Blindados com sensores térmicos, artilharia conectada digitalmente e uma rede de vigilância espalhada pelas fronteiras já fazem parte da transformação da força terrestre brasileira. O Exército Brasileiro avança em programas como Centauro II BR, SISDAC, SISFRON, ASTROS e defesa cibernética, incorporando capacidades típicas de forças tecnologicamente avançadas.
Qual exército latino-americano está passando por essa transformação?
É o Exército Brasileiro, que mantém programas estratégicos voltados a monitoramento, blindados, fogos de longo alcance, comunicações e proteção cibernética. A modernização ocorre por sistemas que compartilham informações e aceleram decisões no campo de batalha.
Isso evita confundir Força Terrestre com outras áreas das Forças Armadas do Brasil. Caças Gripen, cargueiros KC-390 e o programa de submarinos pertencem à Aeronáutica e à Marinha; o Exército possui seus próprios eixos de transformação.

Quais tecnologias já mostram essa mudança na prática?
O Centauro II BR estreou em uma operação tática do Exército na Operação Punhos de Aço 2025. O blindado 8×8 reúne canhão de 120 mm, visão térmica e noturna de longo alcance, proteção contra minas e sistema de comando e controle integrado em rede.
Em 2026, o Sistema Digitalizado da Artilharia de Campanha também começou a ser implantado no 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado. A proposta é ligar sensores, comando e meios de tiro para acelerar a decisão e a coordenação dos fogos.
Quatro frentes mostram como a modernização está sendo distribuída:
Por que o SISFRON muda a forma de vigiar quase 17 mil quilômetros?
O SISFRON integra sensoriamento, apoio à decisão e operações ao longo da fronteira terrestre brasileira. O sistema reúne radares, sensores térmicos e ópticos, meios eletromagnéticos, aeronaves remotamente pilotadas, redes de dados e centros de comando e controle.
A mudança está na integração. Em vez de depender apenas de patrulhas isoladas, a força combina informações de diferentes sensores e transmite dados para unidades que precisam decidir onde atuar. O sistema também apoia ações contra crimes transfronteiriços.
O que diferencia esses sistemas de equipamentos militares tradicionais?
O salto não está somente em comprar uma viatura nova. Sensores, redes digitais e sistemas de comando permitem detectar, compartilhar e processar informações mais rapidamente. Essa lógica de combate conectado tornou-se característica de forças militares tecnologicamente avançadas.
O processo brasileiro ainda é gradual e não coloca o Exército automaticamente no mesmo nível das maiores potências. Ele mostra, porém, a incorporação de capacidades que exigem integração entre software, sensores, comunicações, doutrina e treinamento.
A diferença aparece quando tecnologia e emprego operacional trabalham juntos:
Onde entram ASTROS e defesa cibernética?
O Programa ASTROS mantém a modernização da artilharia de mísseis e foguetes, incluindo desenvolvimento de munições guiadas e capacidade de maior precisão e alcance. Parte dessas tecnologias permanece em desenvolvimento, portanto não deve ser confundida com equipamento já plenamente incorporado.
Na área digital, programas de defesa cibernética buscam proteger redes, formar pessoal especializado e ampliar a capacidade de operação segura no espaço cibernético. Essa frente tornou-se parte permanente da estrutura de defesa, e não apenas suporte de informática.
Por que 2026 virou um ano importante para essa modernização?
O ano reuniu sinais concretos de tecnologias chegando às unidades. O Centauro II BR já havia sido empregado em exercício tático, enquanto, em março de 2026, começaram as instalações eletrônicas do SISDAC no Regimento Mallet.
A implantação do SISDAC em 2026 ilustra essa mudança. O avanço brasileiro não elimina diferenças para grandes potências, mas mostra uma força terrestre conectando blindados, sensores, fogos, fronteiras e redes digitais em uma arquitetura cada vez mais integrada.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)