Esse país escondido tem bases militares da China e dos EUA juntas
Potências mundiais brigam por espaço nesse território menor que Sergipe
Um país que poucos conhecem reúne cenários extremos, culturas misturadas e uma importância geopolítica que atrai potências mundiais. Djibuti fica no coração de rotas comerciais globais, mesmo com pouco mais de um milhão de habitantes.
Onde fica Djibuti e por que é estratégico?
Localizado no Chifre da África, Djibuti fica em frente ao Iêmen, separado apenas pelo Estreito de Bab Al-Mandab, corredor por onde passam navios constantemente. Esse estreito liga o Oceano Índico ao Golfo de Áden e ao Mar Vermelho, conectando a Ásia, o Oriente Médio, a África e a Europa.
A posição transforma o país em portão marítimo essencial: navios seguem de Bab Al-Mandab para o Mar Vermelho e dali alcançam o Canal de Suez, rota central do comércio global. Cerca de 75% da entrada de dinheiro vem de sete portos que recebem os maiores navios do mundo.

Quais potências disputam espaço militar em Djibuti?
O peso estratégico de Djibuti fica evidente ao observar quem mantém bases militares ativas no território. Potências alegam proteger navios comerciais, combater o terrorismo e enfrentar a pirataria regional.
Confira as principais presenças militares no país:
- França: antiga potência colonial, mantém base e influência política direta.
- Estados Unidos: operam instalações focadas em segurança regional e vigilância.
- Japão: participa de missões ligadas à proteção de rotas marítimas.
- China: instalou ali sua única base militar fora do território chinês, ligada ao projeto da Nova Rota da Seda, pagando cerca de 100 milhões de dólares por ano.
Como funciona a mistura cultural djibutiana?
Djibuti é oficialmente árabe e francófono, mas o cotidiano mostra uma mistura intensa de somalis, afar e árabes de origem iemenita. Nas ruas, é comum ouvir árabe, francês, somali, afar, amárico e inglês, com destaque para o francês como língua mais usada.
Casamentos tradicionais reúnem elementos árabes, somalis e afar, com caravanas de carros e trajes típicos representando todas as comunidades. A comunidade iemenita se destaca na gastronomia, com restaurantes de peixe e pratos como o mandi de Hadhramaut.
Veja como é viver no país mais estratégico do mundo no vídeo aqui:
Quais curiosidades marcam o país?
Entre mercados, portos cheios de contêineres e paisagens extremas, o cotidiano em Djibuti surpreende. O Lago Assal, a poucas horas da capital, é o segundo ponto mais baixo da Terra, formado por uma imensa área de sal onde moradores extraem o mineral e vendem por cerca de 500 francos.
Outro elemento presente é o qat, planta mastigada como estimulante que dá sensação de energia e relaxamento temporário. Djibuti aparece como um lugar que quase não surge nas conversas, mas guarda histórias de comércio global e encontros culturais improváveis.
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