Esse chá virou o ritual de quem quer reduzir estímulos antes de dormir e desacelerar sem “sedação” pesada
Um ritual simples para desacelerar sem “apagar” de repente
Nos últimos anos, muita gente percebeu que o desafio não é só dormir, é conseguir desacelerar. Tela ligada até tarde, excesso de informação, notificações e uma mente que não “desliga”. Nesse cenário, um hábito antigo voltou com força: preparar um chá antes de deitar. E o chá de melissa, também chamado de erva-cidreira verdadeira, ganhou espaço justamente por não soar como solução pesada, e sim como um jeito simples de sinalizar para o corpo que o dia está terminando.
Por que o chá de melissa virou um ritual para reduzir estímulos antes de dormir?
Diferente de bebidas que aceleram o sistema, a melissa costuma ser associada a um relaxamento gradual. Em vez de “derrubar”, ela entra como pausa. Muita gente relata que o efeito mais perceptível é a diminuição da agitação mental, como se o ritmo interno baixasse aos poucos.
Isso tem relação com o contexto: quando você repete o mesmo gesto toda noite, o cérebro entende que existe uma transição. E essa previsibilidade conversa diretamente com a higiene do sono, que é a forma como você prepara o ambiente e o corpo para descansar de verdade.

O que a ciência investiga sobre melissa e qualidade do sono?
Pesquisas vêm observando como a Melissa officinalis pode se relacionar com relaxamento e sono, especialmente em quadros de tensão leve. Parte do interesse está nos compostos bioativos da planta, investigados por possíveis interações com rotas ligadas a estresse e excitação mental.
Um ponto importante: estudo não significa promessa. A ciência costuma encontrar resultados mais consistentes quando a planta é usada com regularidade e dentro de uma rotina que já favorece o descanso. Ou seja, o chá pode ajudar, mas ele funciona melhor quando faz parte de um conjunto.
Leia também: O composto natural presente no chá que influencia como o cérebro funciona sem você perceber
Por que o efeito costuma ser sutil e isso pode ser justamente o que funciona?
O chá de melissa raramente entrega um “efeito forte” imediato, e isso é parte do apelo. Em vez de sedação intensa, a sensação mais comum é de desacelerar. Para quem quer dormir melhor sem sentir o corpo pesado, essa sutileza pode ser ideal.
Além disso, o ato de preparar e tomar o chá vira um ritual noturno. Esse ritual reduz estímulos, corta a sequência de telas e cria uma pausa real. E, para muita gente, essa pausa é o que estava faltando para o sono começar a acontecer.
Como colocar o chá na rotina sem virar mais uma cobrança no fim do dia?
A melhor forma de usar esse hábito é fazer dele algo leve e repetível, sem transformar em obrigação. Pequenas escolhas ajudam a potencializar o momento, principalmente para quem vive em modo acelerado e sente ansiedade leve no fim do dia.
Para facilitar, aqui vão ajustes simples que costumam funcionar bem na prática:
- Defina um horário fixo para começar a desacelerar, mesmo que seja só 20 minutos antes de deitar.
- Troque o “último scroll” por um ambiente mais calmo, com luz baixa e menos ruído visual.
- Evite combinar o chá com estímulos que te acordam, como trabalho, discussões ou vídeos muito intensos.
- Observe seu corpo por alguns dias e ajuste a rotina sem pressa, especialmente se você vive sob estresse.
A Dra. Angela Xavier explica, em seu canal do YouTube, a diferença entre a Melissa, a Erva Cidreira e o Capim Santo, mostrando suas diferenças e como não errar na escolha:
Quem deve ter atenção antes de usar e o que observar no próprio corpo?
Mesmo sendo natural, nem todo mundo reage igual. Algumas pessoas sentem relaxamento claro; outras percebem só uma desaceleração leve. O ideal é observar como seu corpo responde, sem expectativa de “efeito instantâneo” e sem compensar com outros hábitos que atrapalham o sono.
Se você usa medicamentos, está grávida, amamenta ou tem condições de saúde específicas, vale buscar orientação profissional antes de inserir qualquer rotina nova. No fim, o maior ganho do chá pode ser o mais silencioso: criar um espaço diário em que o corpo entende que pode diminuir o ritmo com segurança.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)