Esse animal possui três corações e nove cérebros
Três corações, um sistema nervoso distribuído pelo corpo e grande inteligência fazem desse invertebrado um dos animais marinhos mais estudados
Os polvos costumam chamar a atenção pela aparência curiosa, mas o que mais desperta interesse em pesquisadores é a forma como seu corpo funciona.
Três corações, um sistema nervoso distribuído pelo corpo e grande inteligência fazem desse invertebrado um dos animais marinhos mais estudados atualmente.
Como funciona o sistema nervoso dos polvos?
O sistema nervoso do polvo é um dos mais complexos entre os invertebrados, com a maior parte dos neurônios distribuída pelos tentáculos. O cérebro central, localizado entre os olhos, interpreta sinais visuais, integra estímulos e participa da tomada de decisões.
Cada braço possui um “centro de comando local”, capaz de reagir a toques, texturas e sabores sem depender sempre do cérebro principal, o que permite movimentos autônomos e altamente flexíveis durante exploração, caça e fuga.

Por que se fala em três corações e nove cérebros?
No sistema circulatório, dois corações bombeiam sangue para as brânquias, onde ocorre a respiração, e o terceiro envia o sangue oxigenado para o corpo.
Esse sangue contém hemocianina, proteína à base de cobre mais eficiente que a hemoglobina em águas frias e pobres em oxigênio.
No sistema nervoso, fala-se em nove cérebros porque, além do órgão central, há gânglios em cada tentáculo que controlam respostas locais. Esse modelo reduz o tempo de reação, já que muitos estímulos são processados diretamente nos braços.
Como o sistema nervoso influencia a aprendizagem e o comportamento?
A combinação entre cérebro central desenvolvido e tentáculos sensoriais avançados confere aos polvos boa capacidade de aprendizagem e memória. Em ambiente controlado, eles já foram observados abrindo potes, resolvendo tarefas simples e reconhecendo padrões visuais.
Antes de listar alguns comportamentos típicos, é importante notar que cada braço atua quase como uma unidade semiautônoma, o que torna o polvo altamente eficiente na interação com o ambiente ao redor.
- Investigar superfícies e frestas em busca de presas.
- Manipular pedras e conchas para montar abrigos.
- Ajudar na fuga, fixando-se em rochas ou impulsionando o corpo.
O canal Paulo Jubilut descreveu detalhes da biologia “bizarra” do polvo:
De que forma três corações afetam o modo de vida do polvo?
Os três corações sustentam um estilo de vida ativo no fundo do mar, garantindo oxigenação adequada mesmo em esforços intensos. Durante deslocamentos rápidos por jatos de água, o coração sistêmico trabalha mais, elevando o gasto energético.
Por isso, os polvos tendem a preferir movimentos lentos no dia a dia, alternando picos de velocidade com períodos de repouso. Essa estratégia economiza energia e reduz o estresse sobre o sistema cardiovascular.
Quais curiosidades ajudam a entender melhor esses animais?
Além de três corações e nove estruturas cerebrais, outras adaptações chamam atenção na biologia dos polvos, tornando-os modelos importantes para a biologia marinha, neurociência e robótica bioinspirada.
Entre as curiosidades mais citadas, destacam-se a vida curta, a regeneração de tentáculos, o corpo maleável sem esqueleto rígido e o comportamento exploratório, em que os braços se movem de modo coordenado e, muitas vezes, diferente em cada tentáculo.
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