Essa mulher de 89 anos colhe café a planta e faz tudo sozinha
Conheça a rotina de Dona Luzia, de 89 anos, que vive sozinha na roça no Paraná e mantém um estilo de vida simples e ativo
A rotina de uma senhora de 89 anos que acorda cedo para cuidar da roça, colher café e regar hortas pode parecer coisa de outro tempo, mas ainda está bem viva no interior do Paraná. A história de Dona Luzia, mostrada em um vídeo do canal “Simples de Tudo”, revela um estilo de vida simples, autossuficiente e cheio de detalhes curiosos que contrastam com a correria da cidade.
Quem é Dona Luzia e como é sua rotina na roça
Dona Luzia mora em um sítio em Maraj, perto de Nova Aurora, no Paraná. Aos 89 anos, continua ativa mesmo após a morte recente do marido, que viveu até os 92 anos, mantendo uma rotina marcada pelo trabalho na terra.
Ela vive sozinha, em uma casa simples que guarda marcas de outras épocas, como privada antiga, moedor manual, chaleiras de ferro e um fogão a lenha sempre em uso. Quase tudo é funcional e voltado à subsistência, com pouco espaço para desperdício ou supérfluo.

O que Dona Luzia planta em suas hortas e pés de café
O coração do sítio está nas três hortas bem cuidadas, onde ela cultiva quiabo comum e o quiabo “de metro”, escolhendo sempre os mais tenros para evitar fibras em excesso. Tudo é produzido sem agrotóxicos, com manejo tradicional e regas feitas nas horas mais frescas do dia.
Além dos quiabos, há pimentas doces em pés altos, ideais para conservas, e café colhido à mão sobre panos estendidos no chão. A produção inclui ainda abacaxi, banana, mamão, mangas, laranja champanhe, feijão “carnaval”, ervas aromáticas e outras variedades que garantem diversidade na mesa.
Como você acabou de ver ao longo do texto, a rotina dessa senhora impressiona pela dedicação e energia. Para visualizar tudo isso na prática, este vídeo do canal Canal Simplão de tudo, com 368 mil subscritores, mostra de perto como ela colhe café e cuida das três hortas no dia a dia.
Como funciona a alimentação natural e o preparo dos alimentos
A base da alimentação é simples: come-se principalmente o que se planta, com preferência por alimentos frescos e pouco industrializados. O fogão a lenha é o centro da cozinha, onde ela prepara desde refeições diárias até doces, farinha de mandioca roxa e comida para os porcos.
Alguns ingredientes são feitos de forma totalmente artesanal, como o colorau, produzido em pilão antigo, e o café, torrado e moído em casa. Nesse processo, técnicas passadas de geração em geração ajudam a reduzir o uso de produtos prontos e conservar sabores tradicionais.
Quais costumes antigos ainda fazem parte do dia a dia
Vários objetos e práticas antigas permanecem presentes, revelando um estilo de vida em que o uso prolongado das coisas é valorizado. Na cozinha, quase nada é descartável: tudo é reaproveitado ou consertado, mantendo uma relação de respeito com o que se tem.
Esses costumes aparecem tanto nos utensílios quanto na criação dos animais, que complementam a subsistência da casa. Alguns exemplos ilustram bem como essa rotina se sustenta no cotidiano de Dona Luzia:
Como os vizinhos vivem e o que pode explicar a longevidade
Perto dali, o casal Seu José Tomazin, de 91 anos, e Dona Luzia Tomazin, de 88, segue rotina parecida, com roças de soja, algodão, feijão e hortas variadas. Eles também mantêm hábitos simples, como refeições à base de feijão, arroz, saladas naturais e pimentas frescas.
Entre esses idosos da roça, repetem-se fatores associados à longevidade, como alimentação caseira, trabalho diário na terra, fé presente e vida comunitária ativa. A preferência por pouco veneno nas plantações e as trocas de mudas e alimentos entre vizinhos reforçam um modo de vida mais calmo e conectado à natureza.
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