Essa estrela é tão grande que engole a órbita de Saturno inteira
Nosso Sol parece minúsculo quando comparado às hipergigantes vermelhas
Quando se fala em maior estrela do universo, a imaginação costuma ir longe, mas os números reais ultrapassam qualquer metáfora. A astronomia atual mostra que o Sol é apenas um ponto discreto em um palco dominado por colossos que poderiam engolir todo o Sistema Solar sem esforço.
O que diferencia planetas gigantes, anãs marrons e estrelas de verdade?
A jornada começa na escala conhecida: a Terra e Júpiter. Júpiter é 11 vezes maior em tamanho e tem 317 vezes a massa da Terra, feito basicamente do mesmo tipo de gás que forma o Sol, só que em quantidade insuficiente para acender como uma estrela.
Logo acima de gigantes gasosos, aparecem as anãs marrons, às vezes chamadas de “estrelas fracassadas”. Elas têm entre 13 e 90 vezes a massa de Júpiter, podem ter fusão lenta em seu interior e brilhar fracamente, mas ainda não entram totalmente na categoria de estrela.

Como as estrelas evoluem da sequência principal até as hipergigantes?
Quando um corpo gasoso fica quente e denso o bastante para fundir hidrogênio em hélio no núcleo, nasce uma estrela da sequência principal. As menores estrelas reais são as anãs vermelhas, com cerca de 100 vezes a massa de Júpiter, pouco quentes e muito discretas, mas com vidas que podem chegar a dez trilhões de anos.
Quando o hidrogênio do núcleo acaba, a estrela se contrai por dentro, esquenta mais e empurra as camadas externas para fora, inflando como um balão. Gacrux, com apenas 30% mais massa que o Sol, inchou até cerca de 84 raios solares, e o próprio Sol deve chegar a algo em torno de 200 vezes seu raio atual.
Quem disputa o título de maior estrela do universo hoje?
As hipergigantes vermelhas são as principais candidatas ao posto de maior estrela conhecida. Entre elas, uma das favoritas atuais é Stephenson 2-18, provavelmente nascida com dezenas de massas solares e hoje com estimativas de diâmetro cerca de 2.150 vezes maior que o raio do Sol, brilhando com quase meio milhão de vezes a potência solar.
Para ter uma noção melhor desse exagero cósmico, alguns números ajudam a visualizar o tamanho de Stephenson 2-18:
- Seu diâmetro seria suficiente para engolir a órbita de Saturno se estivesse no lugar do Sol.
- Mesmo à velocidade da luz, um giro em volta dela levaria aproximadamente 8 horas e 42 minutos.
- Um avião mais rápido da Terra precisaria de cerca de 500 anos para dar a mesma volta.
Quer ver o tamanho real? Vídeo compara estrelas lado a lado:
Quais são as estrelas mais massivas e brilhantes conhecidas?
Sirius, com 2 vezes a massa do Sol e raio 1,7 maior, chega a ser 25 vezes mais brilhante graças a uma temperatura de superfície de quase 10.000 °C. Beta Centauri, com cerca de 10 vezes a massa do Sol, brilha cerca de 20.000 vezes mais, mas dura apenas cerca de 20 milhões de anos.
No topo da massa conhecida está a R136a1, com 315 massas solares e quase 9 milhões de vezes o brilho solar. Apesar disso, tem “só” 30 vezes o raio do Sol, perde 321 trilhões de toneladas de matéria por segundo em ventos estelares e provavelmente nasceu da fusão de várias estrelas massivas.
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