Empresa finlandesa instala bateria de 4 MWh no subsolo para tentar aquecer 3 mil m² com energia que seria desperdiçada
Projeto-piloto em Vantaa combina bateria elétrica, bombas de calor e armazenamento térmico no solo.
O calor liberado por baterias poderá ajudar a aquecer imóveis em Vantaa, na Finlândia, onde a SHB Energy instala um sistema de 4 MWh no subsolo. O projeto pretende recuperar parte dessa energia para atender cerca de 3 mil metros quadrados, recuperando o calor que normalmente seria dissipado na operação elétrica.
Por que uma bateria instalada no subsolo também produz calor?
O banco deverá armazenar eletricidade para o imóvel e atuar nos serviços da rede elétrica, carregando em determinados períodos e disponibilizando energia em outros. A estratégia permite ajustar o uso da energia às necessidades de operação do sistema.
Durante a carga e a descarga, parte da energia se transforma em calor que precisa ser removido pela refrigeração. A proposta da SHB Energy é recuperar uma parcela dessa energia térmica e destiná-la ao aquecimento, aproveitando uma perda que normalmente precisa ser dissipada.

O sistema combina eletricidade, refrigeração e solo
Um circuito de resfriamento líquido retira o calor dos equipamentos e o conduz até bombas de calor e estruturas de troca com o terreno, chamadas estacas energéticas. Por esse caminho, o solo pode receber energia térmica em um período e devolvê-la quando houver necessidade de aquecimento.
A sequência envolve quatro funções complementares:
- Bateria: guarda eletricidade para uso posterior.
- Resfriamento: remove o calor produzido pelos componentes.
- Solo: funciona como meio de armazenamento térmico.
- Bomba de calor: transfere energia térmica para o aquecimento.
O projeto também prevê painéis solares, cuja eletricidade poderá abastecer o imóvel ou carregar as baterias nos períodos de geração. O aproveitamento do excedente de energia solar integra a operação elétrica do conjunto, enquanto o circuito térmico recolhe parte do calor liberado pelo funcionamento dos componentes.
Uma bateria de 4 MWh pode aquecer quantos metros quadrados?
Os 4 MWh indicam a quantidade de eletricidade que o sistema pode armazenar, e a potência em MW se refere à velocidade de entrega ou carregamento. Para aquecer os imóveis, será necessário observar quanto calor a operação efetivamente disponibiliza, tendo como meta uma área de cerca de 3 mil metros quadrados.
Os números do projeto se referem a indicadores distintos:
| Indicador divulgado | Medida e contexto |
|---|---|
| Capacidade do sistema de baterias | 4 MWh de armazenamento elétrico |
| Potência citada pela rede técnica | 2 MW na descrição do piloto |
| Área na comunicação da rede técnica | Quatro imóveis, cerca de 2.500 m² |
| Área na reportagem de outubro | Um complexo, cerca de 3.000 m² |
As comunicações do piloto apresentam escalas próximas de atendimento: a Green Net Finland citou quatro imóveis, com cerca de 2.500 m², e a reportagem de outubro mencionou um conjunto de 3.000 m². Ambas descrevem a aplicação pretendida para o sistema ainda em implantação.
A instalação finlandesa ainda está na fase experimental
A Green Net Finland aponta o fornecimento de água aquecida a cerca de 60 °C entre as aplicações previstas. Em outubro de 2026, os circuitos no subsolo já estavam preparados, enquanto seguia a montagem das baterias que alimentariam a operação elétrica e liberariam calor para recuperação.
Criada em 2025, a sociedade reúne Rebelvolt, Sunon e Jawert Yhtiöt, combinando experiência em baterias, energia solar e imóveis. As empresas trabalham na integração entre a infraestrutura elétrica e o circuito térmico, que deverão operar de forma coordenada no edifício.

Como o calor do solo pode ser aproveitado depois?
Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, o armazenamento térmico subterrâneo permite guardar calor no terreno para uso posterior. Em Vantaa, estacas energéticas fazem a troca com o solo e trabalham com bombas de calor, que consomem eletricidade para fornecer energia térmica em condições úteis ao aquecimento.
Para avaliar o funcionamento, será preciso acompanhar a energia carregada e descarregada, o calor recuperado e a medição do consumo de energia da instalação ao longo das horas de operação. A relação entre o calor entregue e a eletricidade consumida ajudará a verificar o atendimento à demanda do imóvel.
O teste busca transformar uma perda em recurso útil
A experiência de Vantaa procura fazer duas necessidades trabalharem juntas: armazenar eletricidade e aquecer os espaços do imóvel. O calor que surge durante a operação das baterias pode contribuir para essa segunda função, desde que os circuitos consigam recuperá-lo e entregá-lo nas condições necessárias.
O resultado será observado na quantidade de calor útil entregue, no consumo das bombas e da circulação e na capacidade de atender à demanda real de aquecimento. Como o projeto ainda está em implantação, essas medições deverão mostrar o alcance da proposta durante a operação.
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