Emmy 2025: “O Estúdio” bate recorde; “Adolescência” leva seis prêmios
Apple TV+ soma 13 prêmios na 1ª temporada da comédia; minissérie da Netflix domina sua categoria e “The Pitt” vence drama
A 77ª edição do Emmy, realizada no domingo, 14, em Los Angeles, consagrou “O Estúdio”, da Apple TV+, e “Adolescência”, da Netflix. A comédia estrelada por Seth Rogen fechou a temporada com 13 troféus.
A minissérie “Adolescência” levou 6 prêmios e confirmou o favoritismo. “The Pitt”, da HBO Max, ficou com o prêmio de melhor série dramática.
“Adolescência” venceu direção e roteiro de minissérie e conquistou três estatuetas de atuação.
Stephen Graham levou melhor ator em minissérie e dividiu o prêmio de roteiro com Jack Thorne.
Erin Doherty foi escolhida melhor atriz coadjuvante.
Owen Cooper, de 15 anos, tornou-se o vencedor mais jovem como ator coadjuvante em minissérie e definiu a noite como “simplesmente surreal”.
O elenco superou concorrentes como Javier Bardem e Ashley Walters.
Na comédia, “O Estúdio”, que acompanha um estúdio fictício de Hollywood, foi eleita melhor série.
Seth Rogen saiu do palco com três prêmios individuais: melhor ator, roteirista e diretor de comédia.
O recorde de 13 vitórias em um único ano consolida a produção como a mais premiada da categoria em uma temporada.
No drama, “The Pitt” obteve três troféus e desbancou títulos como “Ruptura” e “The White Lotus”.
Noah Wyle venceu como melhor ator em série dramática, o primeiro Emmy da carreira após múltiplas indicações por “ER”.
Katherine LaNasa ficou com atriz coadjuvante em drama, superando Parker Posey e Carrie Coon.
Entre as atrizes de comédia, Jean Smart ganhou novamente por “Hacks”, chegando ao quarto Emmy no papel.
No tapete vermelho, Hannah Einbinder afirmou que a série vai terminar na 5ª temporada, atualmente em produção.
Ainda na Apple TV+, Tramell Tillman se tornou o primeiro negro a vencer ator coadjuvante em série dramática por “Ruptura”.
Ele disse estar “pleno, humilde e honrado”.
Nas categorias de variedades, “Last Week Tonight”, de John Oliver, levou melhor série de variedades roteirizada e melhor roteiro, acumulando 32 vitórias históricas.
Stephen Colbert venceu como melhor talk-show por “The Late Show” e foi aplaudido de pé.
No palco, afirmou esperar que a tradição do programa “continue muito depois” da atração sair do ar.
A cerimônia também teve discursos políticos.
Mais de 3,5 mil profissionais de Hollywood assinaram um compromisso de não colaborar com instituições cinematográficas israelenses que consideram “implicadas com o genocídio”.
Hannah Einbinder, vencedora como atriz coadjuvante em comédia, encerrou a fala com “Foda-se o ICE [agência de imigração dos EUA] e Palestina livre”.
Nos bastidores, disse ser sua obrigação, como judia, distinguir judeus do Estado de Israel.
Javier Bardem, indicado por “Monstros: Irmãos Menendez, assassinos dos pais”, chamou Israel de “regime de apartheid” no tapete vermelho.
Meg Stalter, de “Hacks”, exibiu uma bolsa com a inscrição “cessar-fogo!”.
A lista completa de vencedores divulgada na cerimônia principal confirmou, ainda, vitórias de “O Urso” e “Abbott Elementary” em categorias de atuação e roteiro.
“The Traitors” foi eleito melhor reality show.
Os prêmios técnicos entregues na semana anterior compuseram o saldo final que elevou “O Estúdio” ao recorde no ano.
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Comentários (1)
Annie
15.09.2025 11:54Essas celebridades de m.... esquecem quem começou essa guerra.