Ele doou um campo inteiro para melhorar sua cidade natal
Ao doar o terreno ao município deu a condição de criar um pomar de frutas e uma horta comunitária aberta a todos
Um campo vazio herdado por um morador de uma pequena cidade francesa chamada Clussais-la-Pommeraie transformou-se em um projeto coletivo de grande impacto local.
Ao doar o terreno ao município, com a condição de criar um pomar de frutas e uma horta comunitária aberta a todos, o proprietário mostrou como a filantropia em pequenas cidades pode redefinir o uso da terra, fortalecer laços sociais e inspirar novas formas de bem comum.
Como a filantropia em pequenas cidades transforma um terreno em bem comum?
No caso do pomar comunitário, a doação não foi apenas material, mas carregada de propósito social. O antigo dono condicionou o uso do terreno à implantação de um jardim frutífero e ao acesso livre para toda a população, com partilha igualitária dos benefícios.
Cabe ao poder público arcar com os custos de implantação e manutenção, incluindo preparo do solo, mudas e infraestrutura básica. Assim, um patrimônio privado converte-se em recurso coletivo, disponível para moradores, escolas e associações.

Quais etapas permitem tirar um pomar comunitário do papel?
Para viabilizar o projeto, a administração municipal organizou um plano de ação envolvendo moradores desde o início. A participação popular ajuda a adaptar o espaço às necessidades locais e aumenta o senso de pertencimento.
Entre as ações adotadas, destacam-se etapas práticas que estruturam o uso do solo e a escolha das espécies cultivadas:
- Definição da área de cultivo, caminhos de circulação e espaços de convivência;
- Seleção de árvores frutíferas adequadas ao clima, como macieiras, pereiras e ameixeiras;
- Preparação do solo, correção de nutrientes e manejo ecológico;
- Planejamento de hortas, canteiros de flores e cercas vivas.
Quais benefícios um pomar comunitário gera para a cidade?
Mesmo antes das primeiras colheitas, o espaço já funciona como ponto de encontro e cooperação. O trabalho em mutirão aproxima gerações, estimula a troca de saberes e cria uma cultura de cuidado com o território.
Além de oferecer alimentos frescos, o pomar favorece educação ambiental, valorização paisagística e formação em agricultura urbana, reforçando a consciência sobre bens coletivos e uso responsável do espaço público.
Un monument à découvrir : Église Notre-Dame de Clussais-la-Pommeraie (DEUX-SÈVRES) https://t.co/LjBZNTEXC5 pic.twitter.com/nUWLGBhCtg
— patrimonial.site (@patrimonialsite) March 31, 2020
A filantropia em pequenas comunidades vai além da doação de terras?
A filantropia em pequenas comunidades também aparece em legados financeiros, muitas vezes deixados em testamento. Em casos recentes na França, moradores sem herdeiros destinaram milhões de euros a vilarejos, pedindo apenas um gesto de memória.
Esses recursos podem ser estruturados como fundos de endowment, permitindo investir em praças, parques, energias renováveis, espaços culturais ou bolsas de estudo. Transparência e participação popular são cruciais para legitimar essas escolhas.
Como essas iniciativas podem inspirar outras pequenas cidades?
Experiências como o pomar comunitário mostram que doações não precisam ser gigantescas para gerar impacto. Um terreno esquecido, uma herança ou um fundo modesto podem transformar a dinâmica local.
Outras cidades podem se inspirar definindo claramente a finalidade do bem doado, registrando condições em documentos oficiais e envolvendo a comunidade em todas as etapas, para que o gesto individual se torne parte da história coletiva.
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