Dublador brasileiro de “Al Pacino” pede ajuda para sobreviver à ELA
O dublador Ricardo Schnetzer, voz de atores como Al Pacino e Richard Gere, foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica
O dublador Ricardo Schnetzer, voz de atores como Al Pacino e Richard Gere, foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) e precisou recorrer a uma vaquinha virtual para custear tratamento, cuidadores, fisioterapia e adaptações em casa, expondo as dificuldades financeiras de quem convive com doenças crônicas no Brasil.
O que aconteceu com Ricardo Schnetzer em 2025
A situação de Schnetzer revelou como artistas e trabalhadores autônomos ficam vulneráveis quando adoecem e passam a depender de aposentadoria insuficiente e de ajuda externa.
A campanha online, organizada por colegas dubladores, envolveu fãs e o público em geral, criando uma rede de apoio para manter os cuidados diários.
Os altos custos com cuidadores, fisioterapia contínua, medicamentos e equipamentos especializados mostraram que, mesmo com benefícios previdenciários e eventuais planos de saúde, muitas despesas permanecem descobertas e recaem diretamente sobre a família.
O que é esclerose lateral amiotrófica
A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurológica progressiva que destrói neurônios motores, responsáveis pelos movimentos voluntários.
A pessoa mantém a consciência preservada, mas passa a ter fraqueza muscular, perda de força e dependência crescente para atividades básicas.
Entre os sintomas estão tropeços frequentes, dificuldade para segurar objetos, alterações na fala, engasgos e cansaço com pequenos esforços.
Em fases avançadas, muitas vezes são necessários aparelhos para auxiliar a respiração, cadeiras de rodas especiais e adaptações estruturais em casa.
Quais cuidados e tratamentos são usados na ELA
O tratamento da ELA é multidisciplinar e busca sobretudo controlar sintomas, preservar a autonomia e retardar complicações.
Neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e cuidadores costumam atuar em conjunto ao longo da evolução da doença.
Além de consultas regulares, recursos como fisioterapia motora e respiratória, ventilação não invasiva, aparelhos de comunicação alternativa e adaptações domiciliares são centrais para a rotina do paciente e geram custos elevados e permanentes.
Nesse contexto, alguns elementos costumam ser fundamentais na estrutura de cuidado ao indivíduo com ELA:
- Cuidados essenciais: fisioterapia motora e respiratória e acompanhamento neurológico periódico.
- Suporte à comunicação: dispositivos eletrônicos, softwares de leitura ocular e teclados adaptados.
- Adaptações em casa: rampas, barras de apoio, camas hospitalares e cadeiras de rodas motorizadas.
- Apoio emocional: atendimento psicológico para paciente e familiares.

Como a história de Schnetzer ilustra a realidade de muitos pacientes
A trajetória de Ricardo Schnetzer mostra como a ELA pode atingir profissionais ativos que, de repente, passam a depender de cuidadores, fisioterapia intensa e equipamentos específicos.
A renda fixa, oriunda de aposentadoria ou trabalhos pontuais, em geral não acompanha o aumento rápido das despesas.
O engajamento de colegas de profissão, que organizaram e divulgaram a vaquinha, exemplifica o peso das comunidades profissionais e das campanhas digitais na complementação de renda necessária para manter o tratamento e a estrutura de cuidados em longo prazo.
Qual é o papel da informação e da rede de apoio na ELA
Casos como o de Schnetzer, somados à visibilidade de figuras como Stephen Hawking, ajudam a tornar a ELA mais conhecida, facilitando o reconhecimento de sinais iniciais e a busca por diagnóstico e acompanhamento adequados.
A circulação de informação também orienta famílias sobre direitos, acesso a serviços e possibilidades de suporte.
Redes formadas por parentes, amigos, fãs, instituições e público em geral podem garantir recursos para tratamentos e equipamentos que muitas vezes não são integralmente cobertos por sistemas de saúde ou previdência, influenciando diretamente na qualidade de vida de quem convive com a doença.
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