Dormir tarde pode afetar o coração mais do que você imagina, aponta estudo
Dormir tarde cobra um preço
Ficar acordado até tarde parece apenas uma preferência pessoal, mas a ciência mostra que esse hábito pode impactar diretamente a saúde do coração.
Um estudo amplo identificou que pessoas com perfil noturno apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, especialmente mulheres. O alerta não está apenas no horário de dormir, mas no conjunto de efeitos que esse padrão causa no corpo ao longo do tempo.
O que significa ter um perfil noturno?
Pessoas com perfil noturno sentem mais disposição à noite e dificuldade para dormir cedo ou acordar pela manhã. Esse ritmo costuma entrar em conflito com horários de trabalho, compromissos sociais e rotina diária.
Com o tempo, essa desorganização entre o relógio biológico e a vida prática pode gerar impactos silenciosos no organismo.
Por que dormir tarde afeta a saúde do coração?
Quando o corpo não descansa em horários regulares, ocorrem alterações hormonais, metabólicas e inflamatórias. A pressão arterial, o controle da glicose e a recuperação do organismo durante o sono ficam prejudicados.
Além disso, pessoas noturnas tendem a apresentar maior dificuldade em manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e sono de qualidade.

O que o estudo com mais de 300 mil adultos revelou?
A pesquisa acompanhou mais de 300 mil adultos por cerca de 14 anos e avaliou diversos fatores ligados à saúde do coração, como sono, atividade física, alimentação e tabagismo.
Os resultados mostraram que pessoas noturnas apresentaram:
- Maior probabilidade de ter saúde cardiovascular comprometida.
- Risco aumentado de infarto e acidente vascular cerebral.
- Impacto mais forte entre mulheres.
- Piores hábitos relacionados ao sono e ao estilo de vida.
O papel dos hábitos no aumento do risco
O estudo indica que o maior risco não vem apenas do perfil noturno em si, mas dos comportamentos associados a ele. Sono irregular, menor duração de descanso e maior exposição a hábitos prejudiciais elevam o desgaste do sistema cardiovascular.
Ou seja, o corpo paga o preço da falta de alinhamento entre ritmo biológico e rotina diária.
O Dr. Pablo Vinicius explica, em seu canal do YouTube, como é possível entender melhor o nosso cronotipo e como ele afeta nossa rotina diária:
É possível reduzir os riscos mesmo dormindo tarde?
Sim. Grande parte do risco cardiovascular está ligada a fatores modificáveis. Melhorar a qualidade do sono, evitar nicotina, manter horários mais consistentes e cuidar da alimentação fazem diferença real.
Conhecer o próprio ritmo biológico ajuda a tomar decisões mais conscientes e a proteger o coração no longo prazo.
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