Dois furacões apareceram juntos no Pacífico e imagens de satélite revelaram a escala de uma temporada especialmente ativa
Registros orbitais da NASA mostram Polo e Nolo em regiões distintas do oceano durante a intensa temporada de ciclones tropicais de 2026
Em setembro de 2026, dois furacões de grande intensidade avançavam simultaneamente sobre diferentes regiões do Pacífico, chamando a atenção de meteorologistas. As imagens da NASA registraram os furacões Polo e Nolo em uma temporada de furacões no Pacífico marcada por atividade acima do normal. A perspectiva orbital permitiu acompanhar enormes estruturas de nuvens, comparar trajetórias e observar como sistemas separados por milhares de quilômetros ameaçavam regiões distintas.
Como os furacões Polo e Nolo apareceram nas imagens da NASA?
Em 27 de setembro de 2026, a câmera EPIC, instalada no satélite DSCOVR, registrou uma ampla porção do planeta, mostrando a atividade ciclônica sobre o Pacífico nordeste e central. A imagem também revelou uma faixa de nuvens associada à Zona de Convergência Intertropical, região onde ventos próximos ao equador favorecem a formação de tempestades.
O furacão Polo estava próximo à costa mexicana, enquanto Nolo se deslocava nas proximidades do Havaí. Apesar de aparecerem na mesma visão orbital, os sistemas possuíam trajetórias e características próprias. A presença simultânea não significa que os dois furacões estivessem interagindo diretamente, mas evidencia a extensão geográfica da atividade tropical naquele período.
Por que a temporada de furacões no Pacífico ficou tão movimentada?
O fenômeno climático El Niño contribuiu para criar condições favoráveis à formação e intensificação de ciclones no Pacífico em 2026. O aquecimento anormal das águas altera a circulação atmosférica e pode favorecer tempestades tropicais, embora a evolução de cada furacão também dependa da umidade, dos ventos e da temperatura oceânica local.
No início de setembro, o Pacífico nordeste já havia registrado 15 tempestades nomeadas e seis furacões, números superiores aos habituais para aquela altura da temporada. Entre os fatores associados à atividade estavam:
- Temperaturas oceânicas acima da média em determinadas regiões;
- Disponibilidade elevada de calor e umidade;
- Condições atmosféricas favoráveis à organização das tempestades;
- Variações no cisalhamento vertical do vento;
- Influência do El Niño sobre a circulação tropical.
Este vídeo acompanha a intensificação do furacão Polo no Pacífico.
Como Polo e Nolo seguiram trajetórias diferentes pelo oceano?
Polo se formou próximo à costa ocidental do México e passou por uma intensificação extremamente rápida. Em 23 de setembro, imagens do satélite Aqua mostraram uma estrutura organizada, com olho bem definido e extensas bandas de nuvens. O sistema alcançou a categoria 5 durante sua evolução e posteriormente atingiu a península da Baixa Califórnia com intensidade menor.
Nolo, por sua vez, avançou pelo Pacífico central e passou próximo ao arquipélago havaiano, provocando preocupação com chuvas intensas, ventos e ondas perigosas. Sua intensidade variou ao longo do percurso. Depois de enfraquecer temporariamente, o ciclone voltou a ganhar força enquanto se deslocava para oeste, alcançando regiões oceânicas remotas.
O que as observações da NASA revelaram sobre a organização das nuvens?
Na análise publicada pelo Observatório da Terra da NASA, os registros de setembro mostram como diferentes instrumentos permitem examinar tempestades em escalas complementares. Enquanto a câmera EPIC observa grande parte do disco terrestre, o sensor VIIRS, instalado no satélite Suomi NPP, fornece imagens mais detalhadas das estruturas atmosféricas.
As bandas espirais indicam a organização da circulação em torno dos centros de baixa pressão. Regiões com nuvens profundas estão frequentemente associadas a convecção intensa e precipitação abundante. Entretanto, a aparência das nuvens não determina sozinha a categoria de um furacão. A intensidade exige estimativas meteorológicas específicas, apoiadas em diferentes observações.

Quais instrumentos acompanharam os furacões no Pacífico?
O monitoramento orbital combina equipamentos com diferentes campos de visão e capacidades espectrais. Essa diversidade permite acompanhar tanto o desenvolvimento individual dos ciclones quanto sua distribuição simultânea pelo oceano.
As imagens também ajudam a identificar mudanças na organização das nuvens ao longo do tempo. Entretanto, medições de vento, pressão e precipitação dependem de métodos adicionais, incluindo estimativas por satélite, modelos e observações meteorológicas complementares.
O que a presença simultânea desses furacões revela sobre o clima?
A ocorrência de vários ciclones ao mesmo tempo demonstra como uma extensa bacia oceânica pode apresentar condições favoráveis à atividade tropical em regiões diferentes. Isso não representa, isoladamente, um recorde climático nem comprova uma tendência permanente de aumento na frequência dos furacões.
Para avaliar mudanças de longo prazo, pesquisadores precisam analisar séries históricas, intensidade, duração e energia acumulada dos ciclones. As imagens de Polo e Nolo documentam um episódio expressivo de 2026, mas uma única temporada não permite atribuir seus acontecimentos exclusivamente às mudanças climáticas. A influência do El Niño e outros fatores naturais também precisa ser considerada.
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