Depressão aumenta em até 50% o risco de infarto e AVC, segundo especialistas
Quando a mente adoece, o corpo sente
Muita gente ainda enxerga a depressão apenas como um problema emocional, mas a ciência já mostrou que seus efeitos vão muito além da mente.
Estudos recentes indicam que pessoas com depressão têm um risco significativamente maior de desenvolver doenças cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, muitas vezes sem perceber.
Depressão e risco cardiovascular têm relação direta?
Especialistas em cardiologia alertam que pessoas com sintomas depressivos apresentam entre 30% e 50% mais risco de sofrer infarto, AVC ou insuficiência cardíaca. Essa relação deixou de ser apenas uma hipótese e hoje é sustentada por evidências científicas sólidas.
O cenário se torna ainda mais preocupante quando se considera que a maioria das pessoas com depressão não recebe diagnóstico nem tratamento adequados, convivendo por anos com um risco cardiovascular elevado.

Por que a depressão muitas vezes passa despercebida?
Um dos grandes desafios é que a depressão nem sempre se manifesta como tristeza evidente. Em muitos casos, ela aparece por meio de cansaço persistente, insônia, irritabilidade ou perda de motivação, sinais facilmente confundidos com estresse ou rotina pesada.
Essa dificuldade de identificação faz com que o sofrimento emocional avance silenciosamente, enquanto o corpo começa a sentir os efeitos.
O impacto da depressão prolongada no organismo
Quando os sintomas se mantêm por longos períodos, o corpo entra em estado de estresse emocional contínuo. Isso provoca liberação constante de hormônios do estresse, aumento da inflamação e prejuízo no funcionamento dos vasos sanguíneos.
Com o tempo, essas alterações afetam diretamente o coração e a circulação, elevando o risco de eventos cardiovasculares mesmo em pessoas sem histórico prévio.
📊 New study tracks depression-related cardiovascular mortality in U.S. adults (1999–2020), revealing important trends in mental health & heart disease.
— AJPC (@AJPCardio) August 18, 2025
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Mulheres apresentam vulnerabilidade maior
Os dados mostram que as mulheres têm cerca do dobro de incidência de depressão em comparação aos homens. Fatores hormonais, sobrecarga mental e acúmulo de responsabilidades ajudam a explicar essa diferença.
Muitas vezes, esses sinais são ignorados ou adiados, o que prolonga o impacto da depressão tanto na saúde emocional quanto na física.
Mente e coração podem entrar em um ciclo perigoso
Especialistas explicam que a relação entre depressão e doença cardiovascular é de mão dupla. A depressão aumenta o risco de problemas no coração, e as doenças cardíacas, por sua vez, favorecem o surgimento ou agravamento do quadro depressivo.
Esse ciclo afeta a qualidade de vida, dificulta a adesão aos tratamentos e aumenta o risco de complicações, reforçando a importância de olhar para a saúde de forma integrada.
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