Depois de fechar 627 cafés em 2025, Starbucks anuncia mais 250 encerramentos na América do Norte e prevê realocar funcionários
Rede fecha unidades de baixo desempenho enquanto transfere equipes, reforma cafeterias existentes e mantém planos para novas aberturas
A Starbucks iniciou uma nova redução de sua rede na América do Norte em setembro de 2026. Os fechamentos da Starbucks atingem aproximadamente 250 cafés considerados incapazes de entregar a experiência desejada ou alcançar desempenho financeiro aceitável, enquanto a companhia tenta transferir funcionários e continua investindo em reformas e novas unidades.
Por que os fechamentos da Starbucks continuam em 2026?
Em 24 de setembro de 2026, a empresa informou que aproximadamente 250 cafeterias nos Estados Unidos e Canadá seriam encerradas. Isso corresponde a cerca de 1% das mais de 18 mil unidades existentes na América do Norte. A revisão avaliou simultaneamente desempenho financeiro e condições oferecidas a clientes e funcionários.
A nova rodada vem depois de uma reestruturação muito maior em 2025. Naquele ano, 627 lojas foram fechadas dentro do plano anunciado em setembro, mais de 90% delas na América do Norte. A companhia encerrou o exercício fiscal de 2025 com 40.990 unidades globalmente.
O que acontece com os funcionários das lojas encerradas?
A Starbucks afirmou que conversa diretamente com os trabalhadores afetados e pretende oferecer oportunidades de transferência sempre que houver vagas em outras cafeterias. Quando a realocação não for possível, a empresa prevê pagamento de indenizações de desligamento. O número exato de trabalhadores afetados pela rodada não foi divulgado.
Essa abordagem permite que parte da equipe permaneça na companhia mesmo quando seu local de trabalho desaparece. A medida também ocorre enquanto a Starbucks tenta padronizar operações e atendimento dentro da estratégia denominada Back to Starbucks, implementada durante a gestão do CEO Brian Niccol.
- Cerca de 250 cafés afetados;
- Estados Unidos e Canadá incluídos;
- Transferências oferecidas quando possíveis;
- Indenização quando não houver realocação;
- Unidades avaliadas também pelo desempenho financeiro.
Este vídeo analisa diretamente os fechamentos iniciados pela Starbucks.
Por que os fechamentos da Starbucks não significam abandonar novas lojas?
Ao mesmo tempo que elimina pontos considerados inadequados, a companhia afirma continuar vendo espaço para crescimento na América do Norte. A estratégia é fechar unidades sem perspectiva satisfatória e direcionar capital para novos cafés em mercados considerados mais promissores.
A previsão global de expansão, porém, ficou mais moderada. A Starbucks reduziu sua expectativa de novas lojas líquidas no exercício fiscal de 2026 para aproximadamente 440, abaixo da estimativa anterior de 600 a 650. Para os Estados Unidos, a companhia mantém uma meta de longo prazo de chegar a aproximadamente 400 novas unidades líquidas por ano no exercício fiscal de 2028.
Como a rede decide quais cafeterias devem fechar?
Segundo a empresa, são analisados locais onde não existe perspectiva de desempenho financeiro aceitável ou onde a estrutura física não permite entregar consistentemente a experiência planejada para clientes e funcionários. Assim, faturamento não aparece como o único critério formal divulgado.
No comunicado oficial da Starbucks, o diretor de operações Mike Grams afirmou que a companhia revisou seu portfólio norte-americano antes de selecionar aproximadamente 250 cafés. O processo faz parte de uma avaliação contínua na qual lojas também podem abrir em outros endereços.

Como os fechamentos da Starbucks convivem com reformas de outras unidades?
Enquanto algumas cafeterias desaparecem, outras estão recebendo novos móveis, iluminação, texturas, vegetação, obras de layout e elementos específicos de cada comunidade. Desde o fim de 2025, mais de mil unidades nos Estados Unidos e Canadá haviam passado por esse processo de atualização até setembro de 2026.
A meta divulgada era alcançar pelo menos 1.500 cafeterias reformadas até o encerramento do exercício fiscal de 2026. O investimento mostra que o ajuste da rede não consiste simplesmente em reduzir o número de endereços: a empresa pretende concentrar recursos em pontos que considera capazes de sustentar sua estratégia de recuperação.
O que essa nova rodada mostra sobre a estratégia da Starbucks?
A companhia está combinando três movimentos: retirar lojas de desempenho insatisfatório, renovar cafés considerados estratégicos e desenvolver novos endereços. A lógica é diferente de um encerramento generalizado da operação, pois o portfólio continua sendo reconstruído enquanto pontos específicos desaparecem.
Para funcionários, entretanto, cada fechamento produz consequências imediatas. A possibilidade de transferência depende da existência de posições disponíveis em outros cafés; quando isso não acontece, a empresa prevê desligamento com suporte financeiro. Assim, expansão e redução podem ocorrer simultaneamente dentro da mesma rede.
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