Comparação de duas cobras gigantes: a píton de Sulawesi é mais longa, mas a anaconda mais pesada
Uma descoberta recente no sudeste asiático reacendeu um antigo debate entre cientistas que estudam serpentes gigantes
Uma descoberta recente no sudeste asiático reacendeu um antigo debate entre cientistas que estudam serpentes gigantes, como a píton na Ásia e a anaconda na América do Sul.
Em 2026, o Guinness World Records reconheceu oficialmente uma píton-reticulada chamada “Mother Baron” como a cobra selvagem mais longa já registrada cientificamente.
O animal, encontrado na ilha de Sulawesi, na Indonésia, impressiona com 7,22 metros de comprimento, superando o tamanho de um contêiner de transporte padrão.
A serpente pertence à espécie Malayopython reticulatus, conhecida popularmente como píton-reticulada.
Apesar de extremamente longa, ela pesa cerca de 96,5 quilos, o que reforça a diferença entre comprimento e massa corporal quando comparada a outras serpentes gigantes do planeta.
A confirmação do recorde também desafia uma antiga ideia entre herpetólogos de que cobras em ambiente natural raramente alcançam tamanhos extremos devido à pressão humana e à perda de habitat.
O Tarongo Zoo filmou o manejo de alimentação da sua maior piton-reticulada (Malayopython reticulatus).
— Legião Escamada 🐍🦎🐊🐢 (@legiaoescamada) September 1, 2023
Esse é um processo muito cansativo, e mesmo tendo adaptações como não ter a sínfase mandibular para conseguir engolir uma presa grande, demanda muita energia para o animal. pic.twitter.com/hghTsnxJs9
Píton da Ásia vs. anaconda da Amazônia
A descoberta reacendeu uma discussão clássica na biologia: qual é a serpente mais impressionante do mundo?
Embora a píton-reticulada asiática detenha o recorde de comprimento, a anaconda verde, cientificamente chamada de Eunectes murinus, continua sendo considerada a cobra mais pesada e musculosa da Terra.
Enquanto a píton pode ultrapassar 7 metros, as anacondas normalmente atingem entre 6,3 e 6,5 metros, mas com um corpo muito mais grosso e massivo. Alguns exemplares podem ultrapassar 200 quilos, quase o dobro do peso registrado da píton recordista.
Pesquisas genéticas recentes também apontaram a existência de uma possível nova espécie de anaconda no norte da Amazônia, descoberta em estudos publicados em 2024, o que indica que o grupo dessas serpentes ainda guarda mistérios evolutivos.
Adaptação: agilidade contra força bruta
A diferença entre essas serpentes gigantes está diretamente ligada ao ambiente onde evoluíram.
A píton-reticulada da Ásia possui um corpo longo e relativamente esguio, ideal para se mover rapidamente no solo das florestas tropicais e até subir em árvores.
Seu método de caça depende de ataques rápidos e emboscadas, utilizando o comprimento do corpo para envolver e imobilizar presas como cervos e javalis.
Já a anaconda é semi-aquática e passa grande parte do tempo em rios e áreas alagadas da Amazônia. O ambiente aquático ajuda a sustentar seu peso extraordinário.
Na água, sua massa se transforma em vantagem, permitindo que a serpente utilize uma força de constrição extremamente poderosa para dominar presas robustas, como capivaras e jacarés.
The biggest anaconda I have found such a beautiful snake to see and feel the strength on this animal
— Justa Dude (@JustaDude2i) February 27, 2026
(Btw it's not 19 feet it's a jk) we did measure her and she was about 16-17 feet pic.twitter.com/ibjVqVx84J
Dois gigantes, duas estratégias evolutivas
Para os cientistas, a comparação entre essas serpentes revela como a evolução pode criar predadores gigantes com estratégias diferentes.
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Dois gigantes, duas estratégias evolutivas
Comparação simplificada entre duas das maiores serpentes do planeta e suas diferentes estratégias evolutivas.
A descoberta da píton recordista em Sulawesi também sugere que alguns ecossistemas do Sudeste Asiático ainda mantêm condições ambientais capazes de sustentar predadores de grande porte, algo cada vez mais raro diante da expansão humana.
Mesmo com o novo recorde de comprimento, uma coisa continua clara para os pesquisadores: quando o assunto é massa e força bruta, a anaconda ainda reina absoluta nos rios da Amazônia.
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