Como solicitar a nova Carteira de Identidade Nacional pelo Gov.br sem sair de casa
Nova identidade acaba com números diferentes de RG, mas pedido não pode ser concluído só pela internet
A Carteira de Identidade Nacional substitui o antigo RG estadual por um documento de padrão único. O número que identifica o cidadão passa a ser o CPF, o que encerra a possibilidade de várias identidades diferentes. Boa parte do processo já começa pela internet, mas a emissão ainda tem uma etapa presencial.
O que muda com a nova carteira de identidade?
Muda o número e muda o padrão do documento. Antes, cada estado emitia um RG com numeração própria, e a mesma pessoa podia ter vários registros. Com a CIN, o CPF vira o identificador nacional único e o modelo passa a ser igual em todo o país. A mudança dificulta fraudes feitas com documentos emitidos em estados diferentes.
O documento também ganha versão digital no aplicativo oficial do governo. Quem já tem a carteira física consegue acessar a cópia digital pelo celular.
Outras diferenças aparecem no próprio cartão. Elas explicam por que a emissão exige uma etapa presencial.
- Material mais resistente, em padrão parecido com o de cartões bancários.
- Código de leitura automática que permite conferir a autenticidade.
- Espaço para registrar outros números, como título de eleitor e carteira profissional.
- Campos opcionais para tipo sanguíneo e condições de saúde.
Esses recursos dependem de dados coletados no atendimento. É por isso que a digital e a foto precisam ser feitas no local.

Dá mesmo para tirar a CIN sem sair de casa?
Não completamente, e esse é o ponto que mais gera confusão. O agendamento, o preenchimento de dados e a conferência do CPF acontecem pela internet, em serviços do governo e dos estados. A coleta de impressões digitais e da foto oficial, porém, exige comparecimento a um órgão de identificação civil.
O caminho mais comum segue uma sequência bem definida.
Não é preciso solicitar o documento no estado em que a pessoa nasceu. O atendimento pode ser feito onde ela mora hoje, o que facilita a vida de quem mudou de cidade.
A primeira via da nova identidade é gratuita?
É gratuita, conforme regra que já valia para o documento de identidade em papel. A cobrança aparece em pedidos de segunda via, com valor definido por cada estado. Alguns pontos ajudam a evitar custo desnecessário.
- Confirme no site do seu estado se a emissão é a primeira via da CIN.
- Verifique se há taxa específica para o modelo em policarbonato.
- Leve a certidão original, porque cópia simples costuma ser recusada.
- Confira se o nome na certidão e no CPF está idêntico.
- Corrija divergências de nome antes de agendar o atendimento.
Divergência entre documentos é o motivo mais comum de atendimento perdido. Um acento diferente ou um sobrenome ausente já trava a emissão. A correção costuma ser feita no cartório que emitiu a certidão.
Preciso correr para trocar o meu RG antigo?
Não precisa correr, porque o documento anterior continua valendo. A regra em vigor garante a validade do RG antigo até 2032, o que dá vários anos de transição. A troca antecipada faz sentido para quem vai renovar o documento de qualquer forma. Também compensa para quem teve o RG roubado ou mantém registros divergentes entre estados.
Quem perdeu o RG ou precisa atualizar a foto pode aproveitar a ida e já sair com a CIN. As dúvidas oficiais estão reunidas na página de perguntas frequentes sobre a CIN. Ela indica também os canais de atendimento de cada estado.
Vale fazer a troca do documento ainda neste ano?
Vale para quem precisa do documento por outro motivo, como viagem ou concurso. Sem urgência, não há prejuízo em esperar e evitar as filas do período de maior procura. Se o seu RG está desgastado ou com foto antiga, que tal conferir hoje a agenda do posto mais perto?
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