Com mais de 90 km de duplicações, 73 km de ciclovias e 27 novas passarelas, projeto bilionário vai transformar 213 km de estradas que conectam regiões metropolitanas e cidades do litoral
O programa combina novas pistas, infraestrutura para bicicletas e travessias em estradas usadas por turistas, moradores e caminhões.
Uma mesma rede rodoviária precisa atender viagens turísticas, transporte de cargas e deslocamentos cotidianos de moradores. O Lote Litoral Paulista reúne 213 quilômetros de estradas em São Paulo e prevê mais de 90 quilômetros de duplicações, além de ciclovias e passarelas distribuídas pelo corredor.
Quais rodovias fazem parte do Lote Litoral Paulista?
O sistema reúne a Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP-055), a Mogi-Dutra (SP-088) e a Mogi-Bertioga (SP-098). A malha conecta municípios do Alto Tietê, da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.
Entre os municípios atendidos estão Mogi das Cruzes, Bertioga, Santos, Praia Grande, Itanhaém, Peruíbe e Miracatu. O corredor combina trechos de circulação regional com acessos que servem bairros e atividades turísticas, sujeitos a necessidades distintas de capacidade.

Como as novas pistas serão implantadas?
O programa prevê mais de 90 km de duplicações, destinados a segmentos definidos nos projetos de engenharia. Duplicar significa acrescentar uma pista para separar os sentidos de tráfego, mas isso não equivale a transformar todos os 213 quilômetros em rodovia duplicada.
Além de novas pistas, há previsão de recuperação de pavimento, acostamentos, dispositivos de acesso e vias marginais. A combinação procura atender tanto viagens mais longas quanto movimentos de entrada e saída próximos a bairros, praias e áreas de serviços.
Onde ficarão os 73,1 km de ciclovias?
A infraestrutura cicloviária está concentrada na SP-055, com 73,1 km de ciclovias previstos. A distribuição anunciada inclui trechos entre Bertioga e Santos, na região de Itanhaém e Peruíbe e também entre Peruíbe e Miracatu.
As novas estruturas não devem ser interpretadas como uma única faixa contínua já aberta ao público. Cada segmento depende de obras próprias e de conexões seguras, sobretudo perto de cruzamentos, pontos de ônibus e entradas de veículos.
A divisão informada para as ciclovias reúne três regiões:
Como as passarelas mudarão as travessias?
As 27 novas passarelas previstas são destinadas a pedestres que precisam cruzar rodovias em pontos específicos. Esse tipo de estrutura separa quem caminha do fluxo de veículos, especialmente em trechos com maior velocidade e circulação constante.
Os projetos também abrangem pontos de ônibus, calçadas, sinalização e melhorias de acesso. Uma passarela só cumpre sua função quando as pessoas conseguem alcançá-la com segurança a partir dos dois lados da estrada.
As principais obras atendem diferentes formas de deslocamento:
Qual é o valor atualizado dos investimentos?
O balanço estadual de setembro de 2026 informou R$ 4,7 bilhões em investimentos previstos para o lote. Materiais anteriores da concessão traziam valores diferentes, associados às respectivas etapas de divulgação.
A concessionária Novo Litoral é responsável pela operação e pelas intervenções contratadas, sob fiscalização regulatória. O programa envolve obras de grande porte e serviços contínuos de manutenção, de modo que o investimento não se limita às duplicações e ciclovias.
A modernização dos 213 km já terminou?
Não. A concessão já está em operação, e o governo estadual divulgou frentes de recuperação e modernização em execução. Os totais de duplicações, ciclovias e passarelas representam o conjunto previsto, não estruturas integralmente entregues.
Para moradores e motoristas, o avanço será percebido de forma desigual, conforme cada obra for liberada. Durante esse processo, a segurança depende também de sinalização de obras, rotas de acesso e organização do tráfego turístico e de cargas.
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