Com 27 viadutos e 73 km de duplicação, obra de R$ 1,7 bilhão está transformando uma das principais rotas de caminhões do Sul
A modernização deve facilitar a circulação de veículos pesados em um corredor estratégico
Viadutos de concreto, novas pistas e acessos em desnível estão mudando a circulação de caminhões pelo Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A duplicação da BR-470, entre Navegantes e Indaial, abrange 73 km e um conjunto de 27 viadutos previstos, com investimento de aproximadamente R$ 1,7 bilhão. Em junho de 2026, o DNIT informou que 62 km já estavam liberados ao tráfego e que o empreendimento havia atingido 88% de execução.
Onde acontece a duplicação da BR-470 em Santa Catarina?
A duplicação ocorre entre Navegantes e Indaial, passando pelo Vale do Itajaí. O corredor liga áreas industriais e municípios do interior catarinense às estruturas logísticas próximas do litoral.
Segundo o comunicado do DNIT de 26 de junho de 2026, a rodovia recebe até 30 mil veículos por dia em alguns segmentos.
O fluxo inclui automóveis, ônibus e caminhões que transportam matérias-primas e produtos industriais. A obra procura separar melhor esses deslocamentos e ampliar a capacidade da pista.

Por que a obra prevê 27 viadutos?
Os viadutos permitem cruzar vias e organizar acessos sem obrigar todo o tráfego a utilizar o mesmo nível da rodovia. Essa solução reduz pontos de conflito entre veículos que seguem pela BR-470 e aqueles que precisam entrar ou sair dela.
O projeto distribui as estruturas pelos quatro lotes de duplicação. Alguns viadutos são duplos, com elementos separados para atender cada sentido da circulação.
Além dos viadutos, a obra utiliza pontes, vias marginais, alças de acesso e retornos em desnível. A combinação dessas estruturas atende a necessidades diferentes:
Qual foi o avanço mais recente da duplicação?
O DNIT registrou 88% dos serviços concluídos em junho de 2026. O percentual mostra o andamento geral da duplicação, mas não significa que todas as intervenções estejam prontas.
Um dos marcos daquele mês foi a entrega do viaduto do km 35, no acesso ao município de Gaspar. A liberação completou as intervenções previstas no Lote 2.
A estrutura inclui alças, rotatória, conexões com vias marginais e um conjunto de acessos com aproximadamente 880 metros de extensão. A largura informada pelo DNIT é de 19 metros.
O viaduto e suas ligações receberam investimento aproximado de R$ 40 milhões. Os trabalhos também exigiram soluções de contenção e acompanhamento geotécnico devido às condições do solo.
Como os quatro lotes organizam a construção da BR-470?
A duplicação foi dividida em quatro lotes para permitir a execução de diferentes trechos. Cada segmento possui obras próprias, e a conclusão de um deles não significa a entrega automática dos demais.
O Lote 2, entre Ilhota e Gaspar, possui cerca de 26,2 km. Ele reúne oito viadutos, quatro deles duplos, além de pontes sobre o Ribeirão Arraial e o Rio Belchior.
O balanço anterior do DNIT, publicado em março de 2025, registrava 16 dos 27 viadutos concluídos. Esse número pertence à medição anterior e não deve ser confundido com a situação de junho de 2026.
Na atualização de junho, o DNIT indicou a conclusão de outro viaduto em Navegantes como próximo marco. Também informou que os lotes 3 e 4, entre Gaspar, Blumenau e Indaial, ainda possuíam serviços pendentes, com previsão de finalização em 2027.

Por que a BR-470 é uma rota importante para os caminhões?
A BR-470 conecta o Oeste e o Meio-Oeste de Santa Catarina ao litoral norte do estado. Os caminhões utilizam esse corredor para transportar grãos, carnes, madeira, móveis e materiais ligados à produção industrial.
A rodovia também oferece acesso à região dos portos de Itajaí e Navegantes e ao aeroporto de Navegantes. A capacidade de circulação interfere diretamente na organização do transporte entre fábricas, centros de distribuição e terminais.
Intervenções semelhantes procuram separar o tráfego pesado das áreas urbanas, como a estrada de 50 km com túneis e passagens em desnível construída no Sul.
O que ainda falta para concluir a duplicação?
As etapas restantes incluem viadutos, conexões viárias e serviços complementares nos lotes ainda em execução. A entrega de novas pistas precisa ocorrer junto com acessos seguros e sistemas de sinalização.
As equipes também precisam finalizar intervenções nas áreas onde a duplicação se conecta às ruas e rodovias existentes.
O avanço de 2026 já permitiu utilizar grande parte do trecho duplicado. A conclusão integral dependerá da entrega dos segmentos restantes, mantendo a circulação durante os trabalhos.
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