Com 203 km de faixas adicionais, 120 km de duplicações e 62 km de vias marginais, projeto bilionário pretende transformar uma rede de 674 km de rodovias no extremo Sul do Brasil
A proposta reúne ampliações pontuais e novas pistas em corredores que atendem deslocamentos regionais, transporte de mercadorias e acessos urbanos.
Estradas que ligam regiões produtoras a centros urbanos precisam atender tanto caminhões de longa distância quanto viagens locais. A proposta da Rota Integração do Sul reúne trechos das BRs 116, 158, 290 e 392, no Rio Grande do Sul, com ampliações distribuídas por cerca de 674 quilômetros.
Quais rodovias formam a Rota Integração do Sul?
O sistema reúne partes das BRs 116, 158, 290 e 392 em uma rede de aproximadamente 674 km. Os trechos conectam áreas de Porto Alegre, Camaquã, Santa Maria e outras localidades, com funções diferentes no transporte regional.
A BR-116 atravessa diversos estados brasileiros, mas apenas uma parcela de seu percurso integra esse projeto. Por isso, a extensão informada representa a soma do conjunto proposto, não uma obra contínua de duplicação.

Como seriam distribuídas as duplicações e faixas extras?
O plano apresentado para discussão pública contempla 120,8 km de duplicações e 203,52 km de faixas adicionais. As duas intervenções têm objetivos relacionados, mas não idênticos: uma separa sentidos de tráfego; a outra amplia a capacidade em locais definidos.
Também aparecem 47,05 km de terceira faixa e 62,65 km de marginais. As marginais servem ao trânsito próximo de cidades e acessos, enquanto as faixas extras são pensadas para melhorar a circulação em segmentos da rede principal.
As intervenções previstas se distribuem por estas frentes:
Por que uma rede dessa extensão precisa de marginais?
Os acessos diretos à pista principal criam situações em que veículos locais entram e saem perto do tráfego de passagem. Em trechos urbanos, vias marginais podem organizar esses movimentos e reduzir pontos de conflito nas ligações com bairros.
As marginais não resolvem sozinhas todas as travessias da rodovia. O plano também inclui 13 passarelas, cuja localização precisa acompanhar os deslocamentos de pedestres e a relação de cada trecho com as comunidades próximas.
Quais obras teriam efeitos diferentes na circulação?
Os 203,52 km de faixas adicionais não equivalem a 203 quilômetros de rodovia totalmente duplicada. Em algumas partes haverá ampliação pontual; em outras, a duplicação poderá criar pistas separadas para cada sentido de circulação.
Essa combinação reflete necessidades de tráfego distintas dentro de um mesmo lote. A eficácia depende das conexões com os acessos existentes, do desenho das interseções e do uso real das novas faixas depois da liberação.
As três frentes oferecem benefícios de natureza diferente:
Em que fase está a concessão da Rota Integração do Sul?
A proposta de concessão apresentada pela ANTT passou por audiência pública e recebeu contribuições para análise. O conjunto de quantitativos divulgado integra o estudo apresentado à sociedade, antes da conclusão das etapas de contratação.
O processo envolve ajustes técnicos, avaliação de documentos e fiscalização prévia antes de eventual leilão. Assim, não é correto tratar todos os quilômetros planejados como obras autorizadas para início imediato ou como estruturas já em execução.
O que ainda pode mudar antes da implantação?
O detalhamento final de prazos, localizações e intervenções depende da evolução da modelagem e dos documentos de contratação. Modificações podem ocorrer depois da análise das contribuições e dos órgãos responsáveis por avaliar a concessão.
Para quem usa essas estradas, o dado mais importante será a transformação dos estudos em obrigações verificáveis, com etapas claras. Até lá, os números descrevem a dimensão de uma proposta, não um balanço de melhorias entregues.
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