Com 2.416 metros sobre um dos rios mais conhecidos do país, nova ponte de R$ 373 milhões vira a maior estrutura viária do estado mais rico do Brasil
A nova travessia será paralela à estrutura antiga e terá uma função diferente
Grandes pilares de concreto sustentam uma nova travessia sobre o Rio Tietê, no interior paulista, enquanto veículos continuam circulando pela ponte existente. A nova ponte sobre o Rio Tietê, na rodovia SP-333, terá 2.416 metros e é apresentada pelo Governo de São Paulo como a maior ponte rodoviária do estado. O investimento anunciado inicialmente foi de R$ 373 milhões, mas o orçamento foi atualizado em 2026, quando a construção continuava avançando entre Novo Horizonte e Pongaí.
Onde está sendo construída a maior ponte de São Paulo?
A nova ponte fica entre os municípios de Novo Horizonte e Pongaí, na região noroeste paulista. A estrutura atravessa o Rio Tietê pela Rodovia Dr. Mário Gentil, identificada como SP-333.
A construção ocorre entre os quilômetros 229 e 232, ao lado da Ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, que já atende à circulação rodoviária.
O projeto foi planejado para ampliar a capacidade da travessia e separar os movimentos de veículos. A rodovia é utilizada por caminhões e motoristas que transportam produtos agrícolas e industriais pelo interior do estado.
O registro de obras da Artesp na SP-333 confirma a construção da estrutura paralela e sua localização entre Novo Horizonte e Pongaí.

Como uma ponte de 2.416 metros está sendo construída sobre o Rio Tietê?
A obra utiliza fundações dentro do rio, pilares de concreto e grandes vigas pré-moldadas. O processo exige embarcações de apoio, equipamentos de içamento e estruturas provisórias para permitir os trabalhos sobre a água.
As fundações são responsáveis por transferir o peso da ponte para as camadas resistentes do terreno. No projeto, estão previstas 124 estacas, das quais 112 ficam dentro do Rio Tietê.
O transporte de materiais também exige planejamento. A distância entre as margens impede que todos os serviços sejam executados apenas com máquinas posicionadas em terra.
Os equipamentos trabalham em etapas diferentes:
Por que a construção utiliza 208 vigas de 74 toneladas?
As vigas formam parte da estrutura que sustentará as novas faixas de circulação. O projeto prevê 208 peças pré-moldadas com aproximadamente 41 metros de comprimento e 74 toneladas cada.
Os elementos são produzidos em uma fábrica instalada no próprio canteiro. Essa organização permite preparar as peças perto do local de montagem, reduzindo a necessidade de transportá-las por longas distâncias.
Depois da fabricação e das verificações técnicas, as vigas são levadas até os pontos de instalação e posicionadas com equipamentos de içamento.
Sobre elas, a construção recebe as demais partes do tabuleiro, o pavimento e os dispositivos necessários para a circulação dos veículos.
Por que o vão central terá 125 metros?
O vão central foi planejado para preservar a passagem das embarcações que utilizam a Hidrovia Tietê-Paraná. A nova ponte precisa permitir o tráfego rodoviário sem impedir a navegação pelo rio.
O projeto utiliza o método de balanços sucessivos nesse trecho. Nele, partes do tabuleiro são construídas progressivamente a partir dos pilares, avançando em direção ao espaço central.
Essa técnica permite executar grandes distâncias sem instalar apoios provisórios sob toda a extensão do vão.
A preservação da navegação também aparece em uma ponte de 2,8 km construída sobre a água em Santa Catarina, que utiliza soluções próprias para sustentar a estrutura.
O que acontecerá com a ponte antiga depois da duplicação?
A travessia existente será revitalizada e adaptada para receber pedestres e ciclistas. A nova ponte ficará responsável por duas faixas de circulação rodoviária, separando os sentidos do tráfego.
O projeto também prevê melhorias de iluminação na estrutura antiga. A adaptação criará um espaço próprio para deslocamentos que atualmente precisam dividir a travessia com os veículos.
A construção da ponte paralela evita a necessidade de demolir imediatamente a estrutura existente para abrir a nova passagem.
A organização dos acessos ainda dependerá da conclusão das conexões entre as duas pontes e as pistas da SP-333.

Por que o investimento passou de R$ 373 milhões para R$ 389 milhões?
O valor de R$ 373 milhões corresponde ao orçamento divulgado pelo Governo de São Paulo em 2025. Em agosto de 2026, a Secretaria de Parcerias em Investimentos passou a informar investimento previsto de R$ 389 milhões para a nova ponte.
Os valores pertencem a divulgações realizadas em momentos diferentes. A atualização mais recente não significa que toda essa quantia já tenha sido desembolsada.
Na apresentação de agosto, o governo também informou a utilização de mais de 3,4 mil toneladas de aço e 35,5 mil metros cúbicos de concreto estrutural.
Esses materiais ajudam a mostrar a escala da obra, que exige fundações, apoios e tabuleiro em uma extensão superior a dois quilômetros.
Quando a maior ponte paulista deverá ser entregue?
A previsão oficial de conclusão continua apontando para o fim de 2026. Em junho, o Governo de São Paulo informou que a duplicação havia alcançado 75% de execução.
A Artesp mantém a intervenção registrada como ativa, com término previsto para 31 de dezembro de 2026.
O cronograma ainda depende da conclusão das estruturas, da instalação dos equipamentos de proteção e da verificação das condições de circulação.
Quando estiver pronta, a ponte ampliará a ligação entre Novo Horizonte e Pongaí, permitindo separar os sentidos da rodovia. A abertura definitiva dependerá da liberação técnica da nova travessia.
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