Com 115 km de duplicações, 245 km de terceiras faixas e 20 pontes que serão alargadas, projeto de R$ 10,1 bilhões vai transformar um corredor de 870 km essencial para a indústria brasileira
A malha utilizada por caminhões e comunidades do interior reúne faixas extras, contornos e melhorias de segurança distribuídas em diferentes trechos.
Caminhões carregados e viagens entre municípios compartilham extensos corredores em Mato Grosso do Sul. A Rota da Celulose reúne cerca de 870 km de estradas e prevê R$ 10,1 bilhões entre investimentos e custos operacionais, com obras que incluem duplicações, terceiras faixas, acostamentos e mudanças em pontes.
Por que a Rota da Celulose é estratégica para o transporte?
O sistema integra as rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267. Esses corredores atendem municípios do interior e a movimentação de insumos e produtos ligados à cadeia industrial, incluindo a celulose.
A região de Três Lagoas é uma referência econômica desse setor. O transporte de grandes volumes precisa compartilhar as estradas com moradores, ônibus e veículos menores, tornando relevante a organização de ultrapassagens e acessos.

Como os 115 km de duplicações serão usados?
A previsão de 115 km de duplicações abrange trechos definidos no programa de obras, não todo o sistema concedido. A pista dupla separa os sentidos de circulação e amplia a capacidade onde a demanda justifica essa intervenção.
Outros 245 km de terceiras faixas oferecem espaço adicional em segmentos de pista simples. Elas podem facilitar a ultrapassagem de veículos mais lentos, especialmente caminhões, sem representar uma duplicação completa.
As intervenções atuam em pontos distintos do corredor:
Por que 20 pontes precisam ser alargadas?
O plano inclui 20 alargamentos de pontes e novas intervenções especiais de engenharia. Pontes antigas podem exigir adequação da largura útil quando as pistas próximas ganham acostamentos, faixas extras ou novos padrões de segurança.
O alargamento exige análise estrutural específica e não significa necessariamente substituição integral da ponte. A solução depende das condições da estrutura existente, da geometria da rodovia e das exigências do projeto de engenharia.
Que outras melhorias chegam aos 870 km?
Os 457 km de acostamentos integram um plano de adequação de toda a malha. O programa também prevê 38 km de contornos urbanos, que podem desviar parte do tráfego de passagem de ruas usadas por moradores.
Estão previstos 25 acessos, quatro dispositivos em desnível e 22 passagens de fauna. Essas últimas procuram reduzir encontros entre animais e veículos, embora sua eficácia dependa de posicionamento, cercamento e conservação.
O programa reúne intervenções com funções diferentes:
A concessão já começou a funcionar?
Sim. Em março de 2026, a concessionária Caminhos da Celulose apresentou atividades iniciais e o planejamento dos primeiros cem dias de operação. O começo da gestão não representa, porém, a conclusão de todas as obras previstas.
O programa divulgado pelo governo estadual diferencia cerca de R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$ 3,2 bilhões em custos operacionais. Também inclui monitoramento e atendimento ao usuário.
Quando as melhorias deverão ser percebidas?
As intervenções seguem prioridades e etapas contratuais. Recuperação de pavimento, sinalização e implantação de dispositivos de segurança podem avançar antes de duplicações ou contornos, que exigem projetos e frentes de construção maiores.
Para a indústria e os moradores, os resultados dependerão das entregas efetivas em cada segmento. A medida mais concreta será o trecho reformado ou ampliado disponível para circulação, não apenas a extensão prevista em contrato.
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