Cientistas rejuvenescem células imunes e reduzem sintomas de Alzheimer em ratos
O estudo do Cedars-Sinai indica que o rejuvenescimento das células imunes pode melhorar memória e cognição em modelos animais.
O desenvolvimento de células imunológicas “jovens” pode ter o potencial de reverter os efeitos do envelhecimento e os danos cerebrais causados por doenças como o Alzheimer, já que em seu estado natural essas células, conhecidas como fagócitos mononucleares, circulam pelo corpo limpando resíduos celulares, mas perdem eficiência com o passar dos anos, contribuindo para acúmulo de detritos e aumento da inflamação característica de doenças neurodegenerativas.
Estudo desenvolve substitutos para fagócitos mononucleares
Pesquisadores do Cedars-Sinai Medical Center, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo substitutos para os fagócitos mononucleares a partir de células-tronco pluripotentes induzidas humanas. Essas células têm potencial para serem reprogramadas em diferentes tipos celulares, incluindo os fagócitos jovens.
Estudos anteriores mostraram que transfusões sanguíneas de camundongos jovens podem melhorar o declínio cognitivo em animais envelhecidos. Com base nisso, os cientistas buscaram criar células imunológicas jovens em laboratório para aplicações em modelos de envelhecimento e Alzheimer.

Qual é o impacto da aplicação de células imunológicas jovens em camundongos?
Camundongos mais velhos que receberam injeções dessas células apresentaram desempenho semelhante ao de animais jovens em testes de localização de objetos. As células jovens favoreceram a saúde das microglia, mononucleares essenciais para o funcionamento cerebral e para a redução de resíduos.
Além dos efeitos sobre as microglia, foi detectado aumento nas células musgosas, importantes para o hipocampo e para a memória. Diante disso, os cientistas avaliaram os principais benefícios apresentados:
- Melhoria do desempenho cognitivo
- Redução do acúmulo de resíduos cerebrais
- Aumento da saúde das células nervosas associadas à memória
Scientists just reversed Alzheimer’s and aging with lab-grown “young” immune cells.
— Massimo (@Rainmaker1973) September 29, 2025
In a preclinical breakthrough, scientists at Cedars-Sinai created immune cells from human stem cells and infused them into aging mice and mice engineered with Alzheimer’s-like disease. The… pic.twitter.com/2oNPZAgLgr
Como as células imunológicas jovens podem contribuir para tratamentos neurodegenerativos?
Os pesquisadores observaram inicialmente que o potencial rejuvenescimento pode ser relacionado aos fagócitos mononucleares presentes em transfusões sanguíneas ou de medula óssea. Porém, as células imunológicas injetadas não atingiram necessariamente o cérebro, mas parecem atuar por substâncias que liberam na circulação.
Essas células jovens possivelmente secretam proteínas ou vesículas extracelulares com efeitos anti-inflamatórios e de fortalecimento imunológico, promovendo um ambiente mais saudável para o cérebro e ajudando a reduzir danos associados ao envelhecimento.
Limitações do estudo e próximos passos da pesquisa
Embora os benefícios tenham sido significativos em camundongos envelhecidos, persistiram características associadas ao Alzheimer, como o acúmulo de proteínas amiloide-beta. Ainda não se sabe se os mesmos efeitos positivos podem ocorrer em humanos.
Novos ensaios devem ser realizados para testar essa abordagem em humanos, especialmente utilizando células derivadas do próprio paciente, o que pode reduzir riscos de rejeição e abrir caminho para terapias mais personalizadas de doenças neurodegenerativas.
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