Cientistas descobrem o que realmente acontece com uma pessoa ao descer até o ponto mais fundo do oceano
Pressão extrema, frio e escuridão transformam essa região em um dos ambientes mais hostis do planeta
Descer quase 11 quilômetros abaixo da superfície significa entrar em um ambiente sem luz solar, com água muito fria e pressão suficiente para destruir estruturas que não foram projetadas para águas profundas. Uma pessoa pode chegar até essa região apenas dentro de um submersível capaz de manter pressão, oxigênio e temperatura controlados. Fora dessa proteção, o organismo humano não conseguiria sobreviver.
Onde fica o ponto mais fundo do oceano e por que ele é tão extremo?
O local é chamado Challenger Deep e fica na extremidade sul da Fossa das Marianas, no oeste do Oceano Pacífico, próximo ao território norte-americano de Guam. A profundidade estimada é de aproximadamente 10.935 metros, embora pequenas diferenças possam aparecer conforme o método e o ponto exato da medição.
Nessa região, não existe luz solar, a temperatura da água permanece próxima de poucos graus Celsius e a pressão chega a cerca de 1.100 vezes a pressão atmosférica encontrada ao nível do mar. Cada centímetro do veículo precisa resistir à força exercida por quase 11 quilômetros de água.
O que acontece com uma pessoa ao chegar ao ponto mais fundo do oceano?
Dentro de um submersível apropriado, a pessoa continua respirando e funcionando normalmente porque permanece em uma cápsula pressurizada, com oxigênio, controle térmico e remoção de dióxido de carbono. A pressão interna fica próxima daquela sentida na superfície, enquanto o casco suporta toda a força existente do lado de fora.
Sem essa barreira, a diferença de pressão seria incompatível com a sobrevivência humana. Pulmões, ouvidos, seios da face e outras cavidades que contêm ar sofreriam danos imediatos. Por esse motivo, não existe mergulho livre até o Challenger Deep: toda missão tripulada depende de uma esfera resistente e de sistemas redundantes de suporte à vida.
- Pressão externa próxima de 1.100 atmosferas
- Temperatura da água de poucos graus Celsius
- Ausência completa de iluminação natural
- Dependência contínua de oxigênio e controle térmico
Para complementar a explicação, o canal Séries do Incrível, que conta com mais de 143 mil inscritos no YouTube, apresenta o vídeo “O que acontece com seu corpo no fundo da Fossa das Marianas?”. O material aborda os efeitos da pressão, do frio e da falta de ar, além da necessidade de proteção tecnológica durante uma descida extrema, alinhado ao tema tratado acima:
Como um submersível impede que a pressão alcance os passageiros?
A principal proteção é a esfera de pressão, normalmente construída com materiais de alta resistência, como aço especial ou titânio. O formato arredondado ajuda a distribuir uniformemente a força da água, reduzindo pontos de concentração que poderiam favorecer rachaduras ou deformações perigosas durante a descida.
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos explica que o Challenger Deep alcança aproximadamente 10.935 metros, sendo o local mais profundo conhecido do oceano. Nessa profundidade, janelas, cabos, conexões e passagens pelo casco precisam ser desenvolvidos especificamente para não comprometer a estrutura.
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Quais mudanças são sentidas durante a descida ao ponto mais fundo do oceano?
A pressão aumenta aproximadamente uma atmosfera a cada dez metros de profundidade. Os passageiros não sentem diretamente essa mudança porque permanecem protegidos, mas podem perceber a redução da luz, o resfriamento da cabine, ruídos estruturais previstos pelo projeto e o longo período de confinamento dentro de um espaço muito pequeno.
A descida e o retorno podem consumir várias horas. Durante todo esse período, os ocupantes dependem das baterias, dos instrumentos de navegação, da comunicação acústica e dos equipamentos que controlam a composição do ar dentro da cabine.
O que uma pessoa consegue ver quando chega ao fundo?
O fundo da Fossa das Marianas não se parece com um enorme buraco aberto ou com um penhasco submerso iluminado. Os ocupantes observam uma área escura, geralmente coberta por sedimentos finos, que só se torna visível quando os faróis do veículo são ligados. Câmeras e braços robóticos ajudam a registrar imagens e coletar amostras.
Apesar das condições extremas, existem organismos adaptados à região hadal, como anfípodes, microrganismos e animais invertebrados. Peixes foram registrados em profundidades superiores a oito quilômetros, mas estudos indicam que a pressão impõe um limite fisiológico para a presença desses vertebrados nas regiões ainda mais profundas.
- Sedimentos finos acumulados no fundo
- Pequenos organismos adaptados à alta pressão
- Escuridão interrompida apenas pelos faróis
- Resíduos humanos transportados até grandes profundidades

Uma viagem até essa profundidade pode ser considerada segura?
A descida pode ser realizada com segurança apenas quando o veículo foi projetado, testado e certificado para a profundidade planejada. A missão também exige sistemas de emergência, monitoramento constante, suporte na superfície e planejamento para situações como falha de energia, dificuldade de comunicação ou impossibilidade de liberar os pesos usados na descida.
O que realmente acontece com a pessoa é menos dramático do que as condições externas sugerem: ela permanece confinada em uma pequena cabine enquanto observa um ambiente incompatível com a vida humana desprotegida. Entre a sobrevivência e a força de quase 11 quilômetros de água existe apenas o casco, resultado de cálculos, materiais resistentes e testes que não admitem improvisação.
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