Cidade submersa de 2 mil anos é descoberta no Egito
Entre os itens resgatados estavam estátuas, âncoras e outras estruturas portuárias que falam de um passado glorioso e agora redescoberto.
A descoberta de vestígios de uma antiga cidade submersa ao largo da costa de Alexandria, especificamente na baía de Abu Qir, no Egito, suscitou interesse e fascínio em todo o mundo.
Datada de mais de dois mil anos, a área arqueológica consiste em edifícios, tumbas, tanques e cais, evidenciando a riqueza e complexidade das civilizações que ali floresceram.
As autoridades identificaram que o local pode ter sido uma extensão de Canopo, um importante centro da dinastia ptolemaica e, mais tarde, do Império Romano.
Os fenômenos naturais ao longo dos séculos, como terremotos e o aumento do nível do mar, resultaram no afundamento da antiga cidade e do porto vizinho de Heracleion.
Em um evento recente organizado pelo Ministério do Turismo e das Antiguidades, mergulhadores exploraram o local e trouxeram à tona artefatos submersos por milênios.
Entre os itens resgatados estavam estátuas, âncoras e outras estruturas portuárias que falam de um passado glorioso e agora redescoberto.
O que motivou o afundamento destas cidades?
Distintas forças geológicas atuaram ao longo do tempo, culminando no afundamento das cidades de Canopo e Heracleion.
Terremotos sucessivos contribuíram para a instabilidade do terreno, propiciando o colapso gradual das estruturas terrestres.
Ademais, o aumento do nível do mar, um fenômeno que continua a desafiar cidades costeiras até os dias atuais, também desempenhou um papel crítico na submersão dessas civilizações outrora prósperas.
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Egito encontra vestígios de cidade submersa. pic.twitter.com/fQ8Jov0qca
— DW Brasil (@dw_brasil) August 22, 2025
Que artefatos foram descobertos nas cidade submersa?
O local revelou uma vasta gama de achados arqueológicos, desde edifícios de pedra calcária que serviram como locais de culto ou espaços comerciais, até tanques escavados destinados à aquicultura e ao armazenamento de água.
Entre os artefatos de maior destaque estão estátuas reais e esfinges, entre elas uma parcialmente preservada de Ramsés II.
Além de construções, foram encontrados navios mercantes, âncoras de pedra e um guindaste portuário, que juntos construíram a imagem de um porto ativo e vibrante durante a era romana e bizantina.
Qual é a atual ameaça à cidade de Alexandria?
Atualmente, Alexandria enfrenta ameaças semelhantes às que engoliram Canopo e Heracleion.
O solo da cidade está em afundamento contínuo, agravado pelas mudanças climáticas e pelo aumento do nível do mar, resultando em uma subsunção progressiva e inevitável.
Estima-se que, mesmo nos cenários mais otimistas, um terço de Alexandria estará debaixo d’água ou inabitável até 2050, segundo as previsões da ONU.
🇪🇬Este jueves 21 de agosto, Egipto presentó los restos de una ciudad sumergida frente a la costa de Alejandría, un conjunto de más de 2 milenios de antigüedad: templos, viviendas, depósitos de agua, estanques para peces y un muelle de 125 metros.pic.twitter.com/WcXNW7CsaN
— Mundo Libre (@MundoLibreOK) August 27, 2025
Como a preservação e o estudo das cidades submersas pode impactar o futuro?
O estudo contínuo e a preservação das ruínas submersas em Alexandria são cruciais para a compreensão histórica e cultural não apenas do Egito, mas também da dinâmica das civilizações antigas.
A pesquisa pode proporcionar insights valiosos sobre como sociedades passadas lidaram com as mudanças ambientais, incluindo adaptações e tecnologias de mitigação.
Estes aprendizados são inestimáveis no desenvolvimento de estratégias modernas que buscam combater desafios semelhantes trazidos pelas mudanças climáticas.
Além disso, o turismo arqueológico tem o potencial de impulsionar a economia local, promovendo tanto o desenvolvimento econômico quanto a conscientização global sobre a necessidade de preservação cultural.
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