Chegada de novo animal coloca Florianópolis em vigilância contra espécie invasora da América do Norte
O som grave do anfíbio virou pista para mapear sua presença antes que ele se espalhe.
A rã-touro acendeu o alerta em Florianópolis porque não é apenas um anfíbio grande e barulhento. Originária da América do Norte, ela pode se espalhar por áreas úmidas, predar fauna nativa e confundir moradores pelo som parecido com mugido.
Que animal invasor foi encontrado em Florianópolis?
O animal é a rã-touro, também chamada de rã-touro-americana. A espécie foi identificada oficialmente em Florianópolis no bairro Ratones, uma região com áreas úmidas sensíveis e presença de fauna nativa.
O alerta não vem apenas do tamanho do anfíbio. Ele preocupa porque consegue ocupar ambientes naturais, competir com espécies locais e predar animais menores, incluindo peixes, outros anfíbios, répteis e pequenos mamíferos.

Por que a rã-touro preocupa os órgãos ambientais?
A Prefeitura de Florianópolis informou que a espécie é originária da América do Norte e foi trazida ao Brasil em 1935 para criação em ranários e comércio de carne.
Com o fechamento ou abandono de criadouros em diferentes regiões, fugas e solturas ajudaram a espécie a aparecer em ambientes naturais. Em Florianópolis, o foco agora é impedir que a presença inicial vire uma população estabelecida.
Os principais riscos são:
Onde a rã-touro foi registrada em Florianópolis?
O primeiro registro oficial no município foi confirmado em outubro de 2025, em uma propriedade no bairro Ratones. Depois disso, equipes passaram a mapear áreas de ocorrência e pontos com relatos de moradores.
As informações divulgadas apontam:
- Primeiro registro oficial em Ratones.
- Monitoramento conduzido pela Floram.
- Apoio de UFSC, Ibama, IMA-SC e ICMBio.
- Captura de 11 espécimes em ações de campo.
- Presença confirmada em três propriedades.
- Envio dos animais ao Laboratório de Herpetologia da UFSC.
Como os moradores podem identificar a rã-touro?
Um dos sinais mais marcantes é o som grave dos machos, parecido com o mugido de um boi. Essa vocalização deu origem ao nome popular e pode ajudar moradores a relatar possíveis pontos de ocorrência.
A identificação visual pode ser difícil para quem não é especialista. Por isso, a orientação é não capturar, não matar e não transportar o animal por conta própria, porque há risco de confundir a rã-touro com espécies nativas.
O que fazer ao encontrar uma rã-touro?
A recomendação mais segura é comunicar o avistamento aos órgãos ambientais, indicando local, horário, foto ou gravação do som quando possível. A captura deve ficar com equipes autorizadas, porque o manejo errado pode espalhar ainda mais o problema.
Use esta leitura antes de agir:
Por que a resposta rápida é tão importante contra invasoras?
O IMA-SC mantém um programa estadual para orientar prevenção, detecção precoce, ação rápida, controle, monitoramento e informação pública sobre espécies exóticas invasoras.
No caso da rã-touro, agir cedo pode evitar que a espécie se espalhe por lagoas, valas, açudes e áreas de manguezal. Quando uma invasora se estabelece, o custo ambiental e operacional do controle costuma aumentar muito.
Leia também: Motorista apresentou CNH digital na blitz e acabou precisando da física antes de ser liberado
Qual é a principal orientação para Florianópolis?
A principal orientação é observar sem intervir. Quem mora em Ratones ou em áreas próximas a corpos d’água deve prestar atenção ao som grave, registrar evidências e comunicar a Floram quando houver suspeita.
A chegada da rã-touro mostra que uma espécie invasora pode parecer apenas curiosa, mas carregar risco real para ecossistemas locais. Em Florianópolis, a vigilância depende tanto dos técnicos quanto de moradores atentos.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)