Chefe de Patrícia Poeta e Ana Maria Braga deixa a Globo
Mariano Boni era o principal executivo do entretenimento da rede; ele trabalhou na emissora durante mais de três décadas
Mariano Boni não é mais chefão do entretenimento da Globo: depois de mais de três décadas na emissora, o jornalista anunciou a sua saída da empresa na tarde desta quarta-feira (23).
Ele será substituído no comando da Direção de Gênero – Variedades por Cláudio Marques, que até então atuava como editor-chefe do Jornal Hoje. As movimentações na empresa foram confirmadas em um comunicado interno divulgado por Amauri Soares, diretor-geral do canal.
“Após 34 anos, Mariano Boni está deixando a Globo. Foi uma decisão planejada e tomada em comum acordo. Mariano entrou na Globo em 1991 e, em seus primeiros 10 anos na casa, trabalhou como produtor e editor do Fantástico. Em todos estes anos, Mariano comandou muitas das mais importantes coberturas e transmissões do país, além de todos os programas da faixa da manhã da TV Globo. Ele tem todo o nosso reconhecimento, agradecimento e torcida para os novos projetos autorais que pretende desenvolver”, anunciou o chefão da emissora.
Executivo comandava a área de entretenimento da Globo
Nos últimos anos, o executivo foi responsável por quase todos os programas de entretenimento da maior rede do país, como Mais Você, Encontro com Patrícia Poeta, Altas Horas, Conversa com Bial e É de Casa.
Antes de se transferir para o setor, ele teve passagem marcante pela área de telejornalismo, em que atuou como editor-executivo do Jornal Nacional e editor-chefe do Jornal da Globo. Foi, no entanto, como diretor de Jornalismo em Brasília que ele se consagrou: durante a sua gestão, o DFTV – 1ª Edição saltou de quarto lugar para a liderança isolada de audiência.
Mariano Boni era forte candidato a suceder Amauri Soares
Nos bastidores da Globo, segundo apurou a reportagem, Mariano Boni era visto como um forte candidato para assumir o comando da emissora nos próximos anos.
Não são poucos os que apontavam o diretor como um forte opositor de Amauri Soares — ele foi deslocado para o entretenimento na gestão de Carlos Henrique Schroder, que deixou a rede em 2019, e não era um dos aliados do atual chefão da empresa. O revival do Linha Direta, por exemplo, teria sido cancelado apenas por fazer parte do núcleo do jornalista, e não de um dos protegidos de Soares.
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