Caças F-35 com armas nucleares recolocam o Reino Unido no centro da estratégia militar europeia
Uma decisão que muda o equilíbrio militar europeu
O cenário geopolítico europeu entrou em um novo capítulo. O Reino Unido anunciou a compra de um esquadrão de caças F-35 com capacidade nuclear, um movimento inédito desde o fim da Guerra Fria.
A decisão reforça a postura militar britânica, amplia sua participação na dissuasão nuclear da OTAN e sinaliza uma preparação mais direta para conflitos de grande escala.
Qual país europeu decidiu investir em caças F-35 com capacidade nuclear?
O anúncio partiu do próprio governo britânico. O Reino Unido confirmou a aquisição de 12 unidades do F-35A, aeronave de última geração capaz de transportar armamento convencional e também bombas nucleares de gravidade.
A decisão marca a primeira vez, desde o fim da Guerra Fria, que a aviação britânica volta a operar com capacidade nuclear aerotransportada, rompendo uma estratégia que, desde o fim dos anos 1990, dependia exclusivamente de submarinos nucleares.

Por que o Reino Unido retomou a dissuasão nuclear aérea?
Segundo o primeiro-ministro britânico, o mundo vive uma era de incerteza crescente, na qual a paz não pode mais ser considerada garantida. A retomada da dissuasão aérea amplia as opções estratégicas do país diante de ameaças globais cada vez mais complexas.
Até então, a capacidade nuclear britânica estava concentrada apenas na frota de submarinos. A inclusão dos caças cria uma força mais flexível, capaz de atuar em diferentes cenários e reforçar a proteção coletiva dos países aliados.
Como os caças F-35 fortalecem a OTAN?
Os novos aviões passam a integrar o programa de aeronaves de dupla capacidade da OTAN, que permite o compartilhamento da dissuasão nuclear entre países aliados sob liderança dos Estados Unidos.
Os caças serão baseados em território britânico e fazem parte do chamado “guarda-chuva nuclear” da aliança, ampliando a capacidade de resposta conjunta e a presença militar europeia em caso de conflito.
🚨 BREAKING: Britain to arm newly purchased F-35 fighter jets from the US with nuclear B61-12 bombs amid rising tensions with Russia. pic.twitter.com/4byfbnCU9p
— Defence Index (@Defence_Index) June 1, 2025
O que muda na estratégia militar britânica a partir de agora?
A compra dos F-35 faz parte de um plano mais amplo de reestruturação das Forças Armadas. O governo anunciou investimentos pesados em defesa, incluindo novos submarinos nucleares, fábricas de armamentos e sistemas avançados de defesa aérea e antimísseis.
O objetivo declarado é transformar o exército britânico em uma força muito mais letal até 2035, com foco em tecnologia, prontidão operacional e integração entre as diferentes frentes de combate.
Por que essa decisão preocupa o cenário internacional?
A retomada da capacidade nuclear aérea por uma potência europeia reacende debates sobre escalada militar e equilíbrio global. Embora o discurso oficial seja de dissuasão, o movimento é visto como reflexo direto do aumento das tensões internacionais.
Com poucas potências nucleares na Europa, essa mudança reposiciona o continente em um contexto de segurança mais rígido, no qual alianças, inovação militar e poder bélico voltam a ocupar o centro das decisões estratégicas globais.
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