Avião ou árvore caída? Em uma ilha deserta, cientistas procuram pela resposta do mistério de Amelia Earhart
Pesquisadores investigam um objeto submerso próximo à ilha de Nikumaroro, em Kiribati, que pode ser o avião desaparecido em 1937
Quase 90 anos após o desaparecimento da aviadora Amelia Earhart no oceano Pacífico, uma nova expedição tenta resolver um dos maiores mistérios da história da aviação.
Pesquisadores investigam um objeto submerso próximo à ilha de Nikumaroro, em Kiribati, que pode ser o avião desaparecido em 1937 — ou apenas uma árvore arrancada pela força de uma tempestade.
A diferença entre essas duas hipóteses pode mudar o rumo de uma busca que atravessa gerações.
O que os pesquisadores encontraram perto da ilha de Nikumaroro?
O objeto, conhecido como Taraia Object, chamou a atenção após aparecer em imagens de satélite e fotografias aéreas. Seu formato despertou suspeitas de que os destroços possam pertencer ao Lockheed Electra 10E, aeronave utilizada por Earhart em sua tentativa de dar a volta ao mundo.
A nova investigação busca examinar a estrutura submersa e determinar sua origem. A expedição reúne 17 integrantes e conta com apoio da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, onde a aviadora trabalhou como professora.
Fieldwork is underway on Nikumaroro! The Taraia Object expedition team is putting a long-standing Amelia Earhart hypothesis to the test while gathering new environmental data about the remote South Pacific island. Read the latest update. ⬇️ https://t.co/cNGfxCWr3P https://t.co/Llk3Fo77fU
— Purdue University (@LifeAtPurdue) October 14, 2026
Por que o objeto pode ser o avião desaparecido em 1937?
Amelia Earhart e o navegador Fred Noonan desapareceram em 2 de julho de 1937, durante um voo entre Lae, na Nova Guiné, e a ilha de Howland, no Pacífico. A dupla tentava completar uma viagem ao redor do planeta quando perdeu contato com as equipes em terra.
A hipótese investigada é que os dois tenham saído da rota planejada e chegado a Nikumaroro. Alguns indícios históricos mantêm essa possibilidade em discussão, embora ainda não exista uma comprovação definitiva de que a ilha tenha sido o destino final da aeronave.
Veja o que pesquisadores dos EUA compartilharam possíveis novas pistas na expedição de Earhart no vídeo abaixo do canal “Good Morning America“.
Quais pistas sustentam o mistério de Amelia Earhart?
Ao longo das décadas, diferentes expedições procuraram sinais da aviadora e de seu avião. Entre os elementos que alimentam as investigações estão:
Quais pistas sustentam o mistério de Amelia Earhart?
Um objeto submerso, possíveis vestígios humanos e antigos registros continuam alimentando as investigações sobre o desaparecimento da aviadora em 1937.
| Pista | O que chamou a atenção | O que se sabe |
|---|---|---|
| 01 | Objeto submerso Uma forma identificada em imagens da região de Nikumaroro. |
Em investigação
A semelhança com uma aeronave despertou interesse, mas a origem do objeto ainda precisa ser determinada. |
| 02 | Possíveis vestígios de acampamento Sinais que poderiam indicar a presença de pessoas na ilha. |
Sem confirmação
Os indícios levantam hipóteses sobre possíveis náufragos, mas não comprovam que fossem Earhart e Fred Noonan. |
| 03 | Artefatos antigos Objetos encontrados durante buscas e pesquisas anteriores. |
Ligação incerta
Os materiais foram considerados possíveis pistas, mas não estabeleceram uma conexão definitiva com a aviadora. |
| 04 | Registros de rádio Transmissões recebidas após o desaparecimento do avião. |
Hipótese histórica
As análises ajudam a avaliar possíveis cenários para a localização da dupla, mas não encerram o caso. |
Nenhuma dessas evidências, isoladamente, confirma o que aconteceu com os dois aviadores.
Por que alguns especialistas acreditam que tudo pode ser apenas uma árvore?
A principal dúvida envolve a própria aparência do objeto. Pesquisadores ligados ao grupo TIGHAR, que investiga o desaparecimento há décadas, consideram que a forma observada pode corresponder a uma árvore de pandanus arrancada e levada pela água, em vez de um avião.
O grupo também argumenta que buscas anteriores na área, realizadas em 2001 e 2007, não encontraram evidências que confirmassem a presença dos destroços. Por isso, a semelhança visual não basta para identificar o objeto como a aeronave desaparecida.
A nova expedição pode finalmente resolver o caso?
A equipe pretende investigar o objeto diretamente e procurar características que permitam distinguir destroços metálicos de uma formação natural. A identificação de materiais, estruturas e possíveis componentes da aeronave será decisiva para avaliar a hipótese.
Até que surjam evidências verificáveis, o destino de Amelia Earhart e Fred Noonan continua sem resposta definitiva. A expedição pode oferecer pistas importantes, mas a descoberta de um formato semelhante ao de um avião ainda não significa que o mistério tenha sido solucionado.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)