Ator da Globo revela crise após passar anos sem trabalho: ‘Não era bom o suficiente’
Intérprete de Akin em A Nobreza do Amor afirma que período de escassez o levou a rever escolhas profissionais antes de conquistar novos personagens
André Luiz Miranda revelou que enfrentou ansiedade depois de passar alguns anos sem trabalhos como ator e chegou a questionar sua capacidade profissional. O intérprete de Akin em A Nobreza do Amor vive agora uma nova fase na televisão. O artista, que estreou ainda criança em Terra Nostra (1999), contou que o período de escassez também o levou a reconsiderar os papéis que buscava.
“Fiquei alguns anos parado, porque isso faz parte da profissão. A gente trabalha com a escassez. Não cheguei a ter depressão, mas tive ansiedade. Passam milhares de coisas pela cabeça. Acreditava não ser bom o suficiente para estar no mercado”, afirmou André Luiz Miranda em entrevista ao Extra. Nesse intervalo, o ator também aproveitou a falta de oportunidades para avaliar mudanças possíveis em sua atuação profissional.
Ator da Globo cogitou mudar de carreira
A reflexão ajudou André a buscar personagens diferentes daqueles que havia interpretado anteriormente. “Mas também tive o tempo de pensar: ‘Cara, é o momento de eu virar a chave e tentar buscar outro tipo de papel’”, completou. Nos próximos capítulos da novela das seis, Akin descobrirá o paradeiro de Dumi (Licínio Januário), vítima da crueldade do soberano de Batanga.
Além do desenvolvimento do personagem, a produção aproximou André Luiz Miranda de diferentes aspectos culturais do continente africano. O ator afirmou que o trabalho tem proporcionado conhecimentos que não recebeu durante sua formação escolar e também despertado uma conexão maior com elementos relacionados à sua própria ancestralidade.
“Na escola a gente não aprende muito sobre a África, né? Temos um recorte muito pequeno do nosso berço. Colocam o continente numa caixa, como se todo mundo de lá fosse igual. Lá tem diversas línguas, culturas diferentes… É muito plural. Estou impressionado com o tanto de conhecimento que venho adquirindo ao fazer essa novela”, disse o artista.
Artista fala sobre sua formação racial
O contato com esses assuntos também levou o ator a refletir sobre sua formação racial. “A gente ainda tinha pouca informação. Hoje é muito mais fácil o acesso por causa da internet. Minha mãe também não era muito ligada na questão racial. Ela só estudou até a 5ª série e começou a trabalhar em casas de família aos 14 anos de idade”, contou.
“Ralou muito para poder pagar meus cursos, não tinha esse tipo de entendimento, era só uma questão da sobrevivência. Apenas nos meus últimos trabalhos, comecei a ter mais consciência racial”, pontuou. Dessa forma, o ator relaciona parte de seu processo de aprendizado às experiências profissionais recentes.
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