Astrônomos recebem o sinal de um objeto em movimento localizado a 25,7 bilhões de km da Terra
A distância é tão extrema que seus sinais de rádio levam quase um dia para chegar ao nosso planeta.
A Voyager 1, lançada pela NASA em 1977, continua avançando pelo espaço interestelar e já está a cerca de 25,7 bilhões de quilômetros da Terra. A distância é tão extrema que seus sinais de rádio levam quase um dia para chegar ao nosso planeta — e, em novembro de 2026, a sonda deverá atingir um marco inédito para um objeto produzido pela humanidade.
Por que a Voyager 1 está tão distante da Terra?
A sonda tornou-se o objeto construído pelo ser humano mais distante de nós. Ela viaja a aproximadamente 61 mil km/h e continua se afastando do Sistema Solar, depois de atravessar a heliopausa e entrar no espaço interestelar em 2012.
A distância atual também significa que qualquer comunicação com a Voyager exige uma espera enorme. Um comando enviado da Terra pode levar quase um dia para alcançá-la, enquanto uma resposta precisa fazer novamente o caminho de volta.
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🚨: After 48 years of travel, NASA 's Voyager 1 is nearing one light-day from Earth, almost 16 billion miles away.
— Curiosity (@MAstronomers) March 19, 2026
A proud milestone for humanity, and a humbling reminder of how small we are in an infinite universe.pic.twitter.com/Yfk1WG81sA
O que acontecerá quando a Voyager 1 atingir um dia-luz?
O próximo grande marco está previsto para novembro de 2026, quando a sonda deverá alcançar aproximadamente a distância percorrida pela luz em 24 horas, cerca de 25,9 bilhões de quilômetros.
Nesse momento, a comunicação ficará ainda mais impressionante. Na prática, uma mensagem enviada à Voyager levará cerca de um dia para chegar, e qualquer resposta exigirá outro dia para retornar à Terra.

Como a NASA ainda consegue receber sinais tão fracos?
A Voyager 1 transmite com um sistema extremamente limitado para os padrões atuais. Os dados científicos chegam a cerca de 160 bits por segundo, enquanto os comandos podem ser enviados a apenas 16 bits por segundo.
Para captar essas transmissões, a NASA utiliza a Deep Space Network, formada por enormes antenas instaladas em diferentes regiões do planeta. Mesmo assim, manter a comunicação exige precisão extraordinária.
Os principais desafios são:
Por que a NASA está desligando seus instrumentos?
O principal problema agora é a energia. O gerador de radioisótopos da sonda perde capacidade ao longo do tempo, obrigando a NASA a desligar equipamentos para preservar os sistemas essenciais.
Em abril de 2026, mais um instrumento científico foi desligado após quase 49 anos de funcionamento. Ainda restam equipamentos capazes de estudar o campo magnético e as ondas de plasma do espaço interestelar.
Confira mais sobre a sonda espacial Voyager 1 no vídeo abaixo do canal “Destiny“.
Até quando a Voyager 1 poderá continuar enviando sinais?
A NASA estima que, por volta de 2036, o sinal da Voyager 1 poderá ficar fraco demais para ser detectado da Terra. Antes disso, os engenheiros tentam prolongar sua operação com medidas de economia de energia.
A sonda também enfrenta problemas técnicos complexos. Em 2023, por exemplo, começou a transmitir dados incompreensíveis, e os engenheiros precisaram identificar e contornar remotamente um problema de memória — em uma máquina projetada há quase cinco décadas
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