Arquiteta do Pesadelo na Cozinha fala sobre bastidores das reformas do programa
Cynthia Sansevero explica que planejamento começa antes das gravações e diz que momento mais gratificante é ver reação dos donos ao novo espaço
Responsável pelas reformas em Pesadelo na Cozinha, reality exibido pela Band, a arquiteta Cynthia Sansevero revelou detalhes sobre a complexa operação para transformar restaurantes em apenas 48 horas. Ela explicou que todo o planejamento começa muito antes das gravações com o chef Erick Jacquin, e que a execução exige uma logística intensa e precisa.
“É uma loucura. A gente deixa de viver um pouco lá fora para viver aqui dentro”, resumiu Cynthia. Antes da obra, ela realiza uma vistoria completa no restaurante, coleta medidas, registra fotos e elabora um projeto compatível com o orçamento e o prazo. A partir disso, sua equipe dá início à produção de pintura, elétrica, decoração, comunicação visual e compras.
Programa da Band tem rotina intensa atrás das câmeras
Na semana de gravação, os profissionais envolvidos correm para garantir que todos os materiais estejam prontos antes da chegada da equipe ao local.
“Quando chegamos na terça-feira à noite, o material já precisa estar lá. Não tenho tempo para comprar nada durante a obra”, contou Cynthia para a Band. Segundo ela, o trabalho precisa ser feito sem margem para erros ou atrasos.
Apesar das mudanças visuais impressionarem o público, nem todos os problemas dos restaurantes podem ser resolvidos no curto prazo. “O objetivo é transformar o restaurante e melhorar a estética, mas muitos têm problemas que exigiriam um tempo maior de obra”, explicou. A equipe se concentra nas correções mais urgentes e entrega um espaço funcional para a retomada dos negócios.
Pesadelo na Cozinha não faz milagre nos restaurantes
Além da reforma, Pesadelo na Cozinha oferece consultoria para os proprietários. “A gente resolve o necessário para funcionar, mas sempre alerta o proprietário sobre o que precisa ser visto depois”, disse Cynthia.
Ela conta que os donos raramente sabem o que será feito, já que o sigilo faz parte da estratégia para não gerar expectativas fora da realidade do projeto. “A carinha de felicidade deles quando tiram a venda é o que vale a pena”, afirmou.
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