Arqueólogos encontraram o maior tesouro da humanidade: eles recuperam uma das 7 maravilhas do mundo do fundo do mar
Com pesos entre 70 e 80 toneladas, os blocos indicam técnicas de construção altamente sofisticadas e a fusão de tradições egípcia e grega.
Nas águas da costa de Alexandria, no Egito, o resgate de blocos gigantes de pedra reacendeu o fascínio mundial pelo lendário Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, agora alvo de uma reconstrução virtual que promete revelar, com rigor científico e impacto visual, como era de fato a torre que guiou navegadores durante quase dois milênios.
Farol de Alexandria: descoberta no fundo do mar revela segredos enterrados por séculos
Após décadas de pesquisas subaquáticas, arqueólogos localizaram e resgataram blocos monumentais espalhados no porto oriental de Alexandria, em área marcada por tempestades e abalos sísmicos.
Esses elementos, como lintéis, jambas e grandes lajes, pertenciam à entrada monumental do farol.
Com pesos entre 70 e 80 toneladas, os blocos indicam técnicas de construção altamente sofisticadas e a fusão de tradições egípcia e grega.
O estudo detalhado dessas peças promete esclarecer aspectos da arquitetura original, do revestimento às possíveis inscrições que exibiam o poder da dinastia ptolomaica.
Reconstrução digital usa tecnologia de ponta
O projeto científico internacional registra cada bloco com fotogrametria de alta precisão, gerando modelos 3D que permitem medir dimensões, ângulos, fraturas e desgastes.
Em ambiente digital, especialistas remontam o farol como um gigantesco quebra-cabeça arqueológico.
Para complementar os dados físicos, a equipe cruza descrições de viajantes antigos, moedas, ilustrações medievais e paralelos arquitetônicos, testando cenários de altura, forma dos andares e sistema de iluminação com fogo e espelhos.
Esse cruzamento de fontes fortalece hipóteses e descarta versões fantasiosas.
Leia também: Arqueólogos encontram uma deusa de dois metros de altura de mármore
🇪🇬🔍 Encontrando passos antigos: arqueólogos levantam artefatos da água perto da costa egípcia
— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) August 22, 2025
Três monumentos grandes foram retirados do fundo perto de Alexandria, no norte do Egito, relatou o Ministério de Turismo e Antiguidades.
Conforme as autoridades, entre os encontros… pic.twitter.com/fudOFeqpC8
Como era a impressionante torre do Farol de Alexandria na Antiguidade
Erguido no início do século III a.C., na ilha de Faros, o farol teria ultrapassado 100 metros de altura, figurando entre as estruturas humanas mais altas do período.
Atribuído ao arquiteto grego Sóstrato de Cnido, funcionava como referência vital para navegação em águas traiçoeiras e bancos de areia.
Relatos indicam três níveis principais: base quadrada maciça, corpo intermediário com rampas internas para transporte de combustível e plataforma superior com fogo permanente.
Durante o dia, um possível espelho metálico refletia o sol, tornando o farol visível a enormes distâncias.
📢💣 ¡Extraen restos del Faro de Alejandría!
— César Dorado ⚱️🏛️ (@CDorado75) August 2, 2025
Una misión franco-egipcia ha rescatado del fondo del mar 22 grandes bloques que pertenecieron a este faro, una de las 7 maravillas de la antigüedad, y que formaban parte de los dinteles y jambas de su puerta monumental y base 🧵👇 pic.twitter.com/HA4WhJWpkZ
Como o Farol de Alexandria foi destruído e reaproveitado ao longo dos séculos
Terremotos entre os séculos X e XIV danificaram progressivamente a torre, com o abalo de 1303 frequentemente apontado como o golpe final. Parte da estrutura ruiu para o mar, enquanto blocos foram reaproveitados em construções locais, apagando lentamente a presença física da maravilha.
No século XV, um sultão mameluco ergueu uma fortaleza no local do farol, incorporando pedras originais às muralhas. Mergulhos modernos revelaram, além de colunas, esfinges e obeliscos, os blocos diretamente ligados à torre, conectando ruínas terrestres e submersas em uma mesma narrativa histórica.
Por que o Farol de Alexandria ainda impacta o futuro da arqueologia e do turismo
O estudo do farol ultrapassa a curiosidade histórica e funciona como laboratório sobre urbanização costeira, engenharia portuária e circulação marítima no Mediterrâneo.
A trajetória de construção, ruína e reaproveitamento ajuda a entender a relação estratégica entre Alexandria e o mar ao longo de milênios.
A reconstrução digital abre caminho para experiências imersivas e projetos educativos globais, ampliando o debate sobre patrimônio subaquático em tempos de exploração intensa dos oceanos. Entre as frentes de impacto ligadas ao projeto, destacam-se:
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)