Além do sólido, líquido e gasoso: Outros 15 estados da matéria que desafiam a realidade
A física moderna identificou mais de quinze estados diferentes de matéria, desafiando noções estabelecidas.
A matéria, frequentemente categorizada em sólido, líquido, e gás, revela-se mais complexa do que o que se pode aprender em uma sala de aula tradicional.
A física moderna identificou mais de quinze estados diferentes de matéria, desafiando noções estabelecidas e prometendo transformações tecnológicas significativas. Do Brasil aos Estados Unidos, avanços recentes destacam o potencial inexplorado desses estados únicos.
Na Universidade do Chile, em Santiago, cientistas conseguiram induzir um novo estado da matéria manipulando cristais líquidos com a aplicação de voltagem e luz.
Essa descoberta destaca o potencial inexplorado dos cristais líquidos, que já são fundamentais em tecnologias como telas de TV e monitores. Marcel Clerc, um dos investigadores, afirma que estamos diante do início de algo que poderia revolucionar nossa compreensão de materiais.
Quais são os estados mais curiosos da matéria?
No outro lado do mundo, no Brookhaven National Laboratory, pesquisadores identificaram um estado de matéria apelidado de “meio gelo, meio fogo”.
Nesta fase, os elétrons se comportam parcialmente de forma ordenada, como se estivessem congelados, e parcialmente em desordem, como em chamas.
Segundo Weiguo Yin, físico de destaque neste projeto, compreender este estado pode levar a avanços significativos em tecnologias emergentes, como a computação quântica e a espintrônica.

Como novidades em estados da matéria podem impactar a tecnologia?
A física de matéria condensada já reconheceu pelo menos 18 estados diferentes. Este catálogo, embora pareça uma coleção de esquisitices de laboratório, tem implicações importantes: superconductores podem possibilitar redes elétricas sem perdas de energia, enquanto fenômenos como “gelo e fogo” oferecem novas oportunidades para o armazenamento de informações em nível quântico.
Tais desenvolvimentos têm o potencial de integrar sistemas de saúde que considerem aspectos humanos, animais e ambientais, ecoando o conceito de “Uma só saúde” da OMS.
Por que investir em ciência básica é crucial hoje?
Instituições internacionais como a UNESCO ressaltam a importância de investir em ciência básica, especialmente à luz das crescentes crises globais, como mudanças climáticas, saúde global e perda de biodiversidade.
As pesquisas sobre novos estados da matéria exemplificam como investigações aparentemente abstratas podem futuramente se integrar ao dia a dia, promovendo avanços sustentáveis e alinhados com desafios contemporâneos.
Em resumo, enquanto um copo de água, um pedaço de gelo ou uma nuvem de vapor podem parecer compor toda nossa experiência com a matéria, novos estados continuam a ser descobertos, ampliando o que se sabe sobre a constituição do universo.
Essas descobertas incentive o entendimento de que a matéria que observamos é apenas uma fração de um vasto e intrigante universo físico.
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