Adolescente transforma um lápis comum em talento extraordinário
Desde cedo, a rotina de Alexis Agustín Ferszter, nascido em Misiones e hoje com 14 anos, esteve ligada ao lápis e ao papel
Desde cedo, a rotina de Alexis Agustín Ferszter, nascido em Misiones e hoje com 14 anos, esteve ligada ao lápis e ao papel. O que começou com rabiscos de infância tornou‑se desenho realista em grafite, exibido em festas locais, eventos escolares e nas redes sociais, tornando o jovem uma referência em sua comunidade.
Como o talento de Alexis Agustín Ferszter foi descoberto?
Alexis começou a desenhar por volta dos três anos, fazendo garatujas em qualquer folha disponível. Com o tempo, passou a retratar personagens que admirava, com formas e detalhes incomuns para sua idade, o que chamou a atenção da família.
Percebendo o diferencial, seus pais, Claudia López e José Manuel Ferszter, decidiram incentivar o talento. Compraram materiais, organizaram um espaço de estudo, estimularam a prática diária e buscaram professores que pudessem orientar o desenvolvimento técnico do menino.

Como Alexis aprimorou sua técnica de desenho?
Antes de cursos formais, Alexis já aprendia de forma autônoma. Ele assistia a tutoriais na internet, pausava vídeos, copiava imagens e testava diferentes jeitos de trabalhar luz, sombra e proporções, sempre com foco em rostos humanos e animais.
Aos 10 anos, passou a frequentar um curso em Puerto Rico, cidade vizinha. Lá, aperfeiçoou o realismo em grafite, recebeu correções detalhadas de professores e começou a entender melhor anatomia, estrutura facial e composição, o que deu mais segurança ao seu traço.
Qual é a técnica de desenho realista em grafite usada por Alexis?
A marca principal de Alexis é o desenho realista em grafite, quase sempre em preto e branco. Ele utiliza lápis de diferentes durezas, borrachas específicas e pincéis para esfumar, criando transições suaves entre claro e escuro.
Cada obra é feita com foco exclusivo, geralmente em três a quatro semanas, seguindo etapas bem definidas: esboço, proporções, sombras e refinamento. Já testou acrílico e aquarela, mas afirma que a ausência de cor no grafite o obriga a atenção extrema aos valores tonais.

Quem apoia o jovem desenhista em sua trajetória?
A família de Alexis sustenta o processo com investimento em materiais, cursos e transporte para eventos. A comunidade de Ruiz de Montoya o vê como um prodígio local, convidando-o para feiras, mostras estudantis e a Festa da Região das Flores.
As redes sociais ampliam esse apoio, pois ele divulga etapas dos desenhos e recebe encomendas, especialmente pelo Instagram. Assim, o hobby também gera retorno financeiro e visibilidade, incentivando ainda mais sua disciplina e constância.
Quais fatores impulsionam o futuro artístico de Alexis?
Embora enxergue o desenho principalmente como hobby, Alexis sabe que sua evolução depende de estudo contínuo. Ele destaca que talento não basta e que precisou aprender sobre gramagens, esboço, luz e sombra para alcançar o nível atual. Entre os fatores que impulsionam sua trajetória, destacam‑se:
- Identificação precoce do interesse pelo desenho;
- Incentivo constante da família com materiais e formação;
- Estudo autônomo com tutoriais e prática diária;
- Participação em feiras, eventos e exposições locais;
- Uso do Instagram para divulgar trabalhos e receber encomendas.
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