Adeus, lâmpada fluorescente: o Ibama bloqueou a importação em 20 de julho, fabricantes e importadores param de vender no fim do mês por causa de um tratado internacional sobre mercúrio, e quem já tem a lâmpada em casa pode continuar usando
Entenda o que mudou, quem precisa trocar, como escolher LED e fazer o descarte correto
A lâmpada fluorescente entrou em uma fase decisiva de retirada do mercado brasileiro. Desde 20 de julho de 2026, o Ibama impede a importação de modelos específicos, enquanto fabricantes e importadores encerraram sua comercialização no país no fim do mesmo mês.
O que mudou para a lâmpada fluorescente no Brasil?
O bloqueio adotado em 20 de julho impede a entrada de lâmpadas fluorescentes compactas com reator integrado e de determinados modelos usados em displays eletrônicos. A medida foi aplicada nos sistemas responsáveis pelo controle das operações de comércio exterior.
Em 31 de julho de 2026, também terminou o prazo para que fabricantes e importadores comercializassem lâmpadas fluorescentes compactas e alguns tipos de reatores no mercado nacional. A retirada ocorre de maneira gradual, por isso ainda pode haver unidades disponíveis em estoques de distribuidores e varejistas.
Por que o mercúrio motivou essa mudança?
O funcionamento da lâmpada fluorescente depende de uma pequena quantidade de mercúrio. Apesar de ser útil para a emissão de luz, esse metal pode provocar contaminação ambiental quando o produto quebra ou é descartado junto ao lixo doméstico.
A transição brasileira acompanha a Convenção de Minamata, acordo internacional criado para diminuir os riscos causados pelo mercúrio. Entre os principais objetivos dessa mudança estão:
Objetivos da retirada de produtos com mercúrio
- 1Reduzir a circulação de produtos que contêm mercúrio.
- 2Evitar a contaminação do solo, da água e do ar.
- 3Estimular alternativas de iluminação mais eficientes.
- 4Fortalecer a coleta e a destinação adequada das lâmpadas usadas.
Quem tem lâmpada fluorescente em casa precisa trocar agora?
Quem possui uma lâmpada fluorescente funcionando pode continuar utilizando o produto normalmente até o fim de sua vida útil. Não existe obrigação de remover imediatamente uma unidade instalada apenas por causa das novas restrições comerciais.
Enquanto estiver em uso, alguns cuidados ajudam a evitar acidentes e exposição ao mercúrio:
- não pressione ou force o tubo de vidro durante a retirada;
- espere a lâmpada esfriar antes de manuseá-la;
- mantenha unidades guardadas em locais protegidos contra quedas;
- não tente desmontar, cortar ou quebrar o produto.
Como escolher uma lâmpada LED para substituição?
A lâmpada LED é a alternativa mais comum para substituir os modelos fluorescentes. Ela não utiliza mercúrio, costuma durar mais e transforma uma parcela maior da energia elétrica em iluminação, reduzindo o desperdício e o aquecimento.
Na hora da compra, a quantidade de lúmens indica o nível de luminosidade e oferece uma comparação mais precisa do que a potência em watts. Também é importante conferir o formato, o tamanho, o tipo de encaixe e a temperatura da cor, que pode criar uma iluminação quente, neutra ou fria.

Como descartar a lâmpada fluorescente corretamente?
Quando parar de funcionar, a lâmpada fluorescente não deve ser colocada no lixo comum nem no recipiente destinado ao vidro. Por conter mercúrio e outros componentes que exigem tratamento específico, ela precisa ser encaminhada a um ponto de recebimento da logística reversa.
Lojas de materiais elétricos, supermercados, estabelecimentos participantes e pontos municipais de coleta podem receber essas unidades. O ideal é transportá-las inteiras, protegidas pela embalagem original ou por papelão resistente. Com o descarte correto e a substituição gradual pelo LED, a mudança na iluminação também se transforma em uma escolha mais segura para as pessoas e para o meio ambiente.
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