A regra secreta de Boni na Globo que moldou a cara do jornalismo
Durante anos, o telejornalismo brasileiro seguiu regras rígidas de aparência definidas por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni
Durante anos, o telejornalismo brasileiro seguiu regras rígidas de aparência definidas por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, na TV Globo, com o objetivo de garantir que nada no visual dos jornalistas chamasse mais atenção do que a notícia.
Como surgiram as regras de aparência no telejornalismo da Globo
A chamada regra interna de aparência, associada à gestão de Boni, determinava um padrão visual discreto para âncoras e repórteres.
Estampas fortes, listras marcantes, gravatas muito coloridas, brincos grandes e acessórios brilhantes eram desencorajados ou vetados.
Um antigo memorando interno, que voltou a circular, detalhava essas orientações e ajudou a explicar como se construiu a imagem de sobriedade dos telejornais da emissora.
Ao mesmo tempo, o documento reacendeu discussões sobre liberdade individual e padronização no jornalismo televisivo.
O que a regra interna da Globo buscava proteger na notícia
Segundo relatos, a regra interna da Globo não se limitava ao figurino: ela também orientava postura, tom de voz e gestos dos profissionais.
A intenção declarada de Boni era preservar a credibilidade do telejornalismo, fazendo com que a audiência se concentrasse apenas na informação.
Essa política funcionava como um guia de conduta visual e comportamental, reforçando a ideia de neutralidade e profissionalismo.
A “cara de telejornal” ficou associada a roupas sóbrias, cores neutras, poucos acessórios e expressões contidas.
Por quais motivos as emissoras definem regras detalhadas de visual
As regras de aparência nas emissoras nascem de decisões editoriais, estéticas e de marca. Elas buscam alinhar a imagem dos jornalistas à identidade institucional, evitando que estilos pessoais entrem em conflito com a linha do telejornal.
Nesse contexto, a regra de aparência é apresentada como ferramenta de controle de imagem e de reforço da seriedade.
Para organizar esses objetivos, muitas empresas detalham em seus manuais os principais pontos a serem observados pelos profissionais:
- Foco na mensagem: reduzir distrações visuais para manter a atenção na notícia.
- Padronização da marca: criar uma identidade visual reconhecível do telejornal.
- Controle de imagem: limitar exageros de estilo pessoal em frente às câmeras.
- Percepção de seriedade: adotar estética que o público associe a profissionalismo.

Como as normas de aparência foram adaptadas ao jornalismo atual
Em 2025, com redes sociais, novos formatos e influenciadores digitais, emissoras revisitarem parte dessas políticas.
Ainda assim, muitos princípios da regra interna de Boni permanecem, embora de forma mais flexível e negociável.
Hoje há maior liberdade para cores, estilos e referências culturais ou regionais, mas em coberturas de crises, tragédias e eleições ainda predomina uma estética mais contida.
A prioridade declarada segue sendo a notícia, com ajustes caso a caso entre direção e jornalistas.
Quais são os principais elementos das regras de aparência na TV
As regras atuais continuam descrevendo detalhadamente o que é esperado de quem aparece na tela. Elas tratam tanto da escolha das roupas e acessórios quanto da imagem transmitida por maquiagem, cabelo e postura em estúdio.
- Roupas: preferência por tons neutros e evitar estampas muito fortes ou listras finas.
- Acessórios: brincos e colares discretos, evitando peças que reflitam luz.
- Maquiagem e cabelo: aparência cuidada, sem cores consideradas excessivamente chamativas.
- Postura em estúdio: gestos moderados e expressões faciais controladas.
- Uso de símbolos: atenção a itens interpretáveis como manifestação política, religiosa ou comercial.
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