A “Porta do Inferno” na Terra está queimando há décadas no meio do deserto
A Cratera de Darvaza, no deserto de Karakum, no Turcomenistão, é um raro fenômeno geológico em atividade contínua
A Cratera de Darvaza, no deserto de Karakum, no Turcomenistão, é um raro fenômeno geológico em atividade contínua. Popularmente chamada de Porta do Inferno, combina fogo permanente, vazamento de gás natural e isolamento extremo, atraindo curiosos, cientistas e aventureiros.
O que é a Cratera de Darvaza e por que recebe o nome Porta do Inferno?
A Cratera de Darvaza é um buraco de cerca de 69 metros de diâmetro e 30 de profundidade, onde gás natural escapa em combustão contínua. O fogo ocupa boa parte da superfície interna, com labaredas que variam conforme o vento e a pressão do gás.
À noite, o brilho alaranjado é visível a longa distância e lembra um grande caldeirão flamejante no meio da areia. O calor seco, o ruído constante das chamas e a paisagem árida reforçam o apelido dramático de “Porta do Inferno”.
Em 1971, geólogos soviéticos que trabalhavam no Turcomenistão atearam fogo a uma cratera para impedir a propagação do gás metano, esperando que ela queimasse por alguns dias.
— Arquivo Curioso (@arquivocurioso) March 5, 2026
Desde então, o buraco queima há mais de 52 anos. pic.twitter.com/IcVxtI16mK
Onde fica a Porta do Inferno e por que o cenário impressiona?
A cratera está em uma antiga república soviética da Ásia Central, em área remota do deserto de Karakum. O entorno é quase desabitado, com longas planícies arenosas e clima extremo, marcado por verões escaldantes e invernos rigorosos.
O contraste entre a vastidão escura do deserto e o foco intenso de fogo cria um ponto luminoso isolado. À noite, essa visão parece artificial, como se um forno gigantesco tivesse sido aberto no solo, o que contribui para a fama mundial do local.
Qual é a verdadeira origem da Cratera de Darvaza?
A origem exata ainda é discutida, pois faltam registros oficiais acessíveis. A versão mais comum atribui a cratera a perfurações soviéticas nos anos 1970, quando o solo teria cedido sobre uma cavidade rica em gás natural.
Relatos sugerem que o fogo começou por queima deliberada para evitar liberação de metano, prática similar ao flaring da indústria de óleo e gás.
Geólogos locais, porém, cogitam que a abertura possa ser mais antiga e que o incêndio só tenha se iniciado anos depois, talvez por acidente ou operação técnica mal documentada.
Que impacto ambiental a Porta do Inferno provoca na região?
A queima contínua converte metano em dióxido de carbono. Ambos são gases de efeito estufa, mas o metano aquece mais a atmosfera em curto prazo, o que leva especialistas a considerar a queima menos danosa do que a fuga direta.

Na prática, a cratera funciona como uma grande chama piloto, evitando acúmulo perigoso de gás. Em contrapartida, representa perda de um recurso energético e altera o microambiente imediato, com solo aquecido e fauna evitando a área mais próxima.
Como visitar a Porta do Inferno com segurança?
A cratera é hoje uma das principais atrações do Turcomenistão, acessível por estradas longas e irregulares. Agências locais oferecem excursões em veículos apropriados, geralmente com chegada ao anoitecer, quando o fogo se mostra mais impressionante.
Como o entorno é isolado e sem infraestrutura, visitantes precisam de planejamento e cuidados básicos, seguindo recomendações como:
- Roupas adequadas: peças leves para o dia e agasalhos para a queda de temperatura à noite.
- Hidratação e proteção: levar água suficiente, chapéu, óculos escuros e filtro solar.
- Segurança no local: manter distância segura da borda, respeitar o vento e ouvir os guias.
- Apoio especializado: contratar operadores locais experientes no trajeto e nas normas de visitação.
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