A pesca magnética com drones! O resultado desse experimento foi muito melhor do que você pensa
Drones transportam ímãs até o fundo do Rio Tietê, mostrando como a tecnologia ajuda a resgatar sucata e curiosidades submersas
Pesca magnética já chama atenção por si só. Agora, quando entra um drone na história, tudo fica ainda mais curioso. Em Pirapora do Bom Jesus, no Rio Tietê, um experimento diferente colocou à prova se um drone seria capaz de levar um ímã até o meio do rio, soltar a corda e ajudar a resgatar objetos metálicos perdidos no fundo, revelando também desafios, riscos e o que se esconde sob a água.
Como funciona a pesca magnética com drone no Rio Tietê
A proposta é simples: um drone robusto carrega um ímã preso a uma corda leve, voa até uma área mais distante do rio e, por meio de um dispenser, libera a corda para que o ímã afunde e atraia metais. A ideia surgiu após tentativas com ímãs grandes demais, que pesavam tanto que o drone mal conseguia sair do lugar.
No teste mais recente, foram usados ímãs menores, com capacidade aproximada entre 10 kg e 100 kg, e uma corda bem fina para reduzir o peso total. O drone conseguiu voar com a carga, soltar a corda a cerca de 20 metros de distância e deixar o ímã alcançar o fundo, mostrando que a parte de transporte é viável, embora ainda limitada pela potência do equipamento.

Quais desafios surgem na pesca magnética com drone
Na prática, a dificuldade não é só levar o ímã até o meio do rio. O Rio Tietê em Pirapora do Bom Jesus tem muita pedra, lama e correnteza forte no centro do leito, aumentando o risco de o ímã enroscar em estruturas invisíveis e não voltar mais, especialmente quando se usam cordas finas para aliviar peso.
Em alguns momentos, o ímã prendeu tão forte que foi preciso usar o carro para tentar puxar a corda, e em outro caso a corda acabou estourando. Esses episódios mostram que a pesca magnética envolve força mecânica, sucata pesada e objetos cortantes, exigindo cuidado na escolha do local, uso de luvas e atenção às condições do rio e do equipamento.
O que já foi encontrado na pesca magnética tradicional
Mesmo quando o ímã levado pelo drone não trouxe grandes achados, a pesca magnética feita da margem revelou a quantidade de objetos esquecidos no fundo do Rio Tietê. A cada lançamento, surgem peças que mostram como o rio acaba virando depósito de metais descartados ou perdidos pela cidade.
Os itens resgatados ajudam a montar um retrato da “sucata urbana” acumulada debaixo d’água, com destaque para:
Quais foram os achados mais curiosos na experiência
Alguns itens chamam atenção não só pelo valor, mas pelas histórias que sugerem. Dois relógios retirados de uma só vez levantam dúvidas se caíram juntos, foram jogados ou ficaram anos ali, com a inscrição “resistente à água” contrastando com o estado totalmente corroído.
Outro destaque foi a retirada de uma antiga TV box de operadora, ainda com o cartão interno associado ao serviço, hoje inutilizado, mas que marca uma época da tecnologia doméstica no Brasil. Talheres em grande quantidade, chapinhas de cabelo, ferro de passar e pistola de cola quente formam quase um “museu informal” do cotidiano submerso.
Se você adora descobrir lugares inusitados e cheios de mistério, este vídeo do canal Brent Rivera, que conta com 41,7 milhões de subscritores, foi escolhido especialmente para você. Ele explora locais perigosos pelo Google Maps, mostrando detalhes que quase ninguém conhece.
O que a pesca magnética revela sobre o rio e a cidade
A pesca magnética mostra como os rios recebem partes de carros, portões, ferramentas, utensílios de cozinha e eletrônicos, evidenciando descarte irregular e impacto no ecossistema. O acúmulo de ferro, fios e sucata interfere no ambiente aquático e na qualidade da água ao longo do tempo.
Com o uso de drones, a tecnologia amplia o alcance da coleta, permitindo acessar áreas antes intocáveis, embora ainda com limitações de peso e risco de enrosco. Cada tentativa gera aprendizado técnico, aproxima moradores curiosos, desperta interesse por preservação ambiental e abre espaço para novas aventuras em rios e lagos.
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